Para presidente da OAB, fácil acesso a armas agrava violência

Em reunião com governadores eleitos, Cláudio Lamachia comentou o ataque ocorrido na Catedral de Campinas, que deixou cinco mortos

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, posicionou-se contrário à flexibilização do Estatuto do Desarmamento, durante encontro com governadores eleitos de todo país e representantes da entidade, nesta quarta-feira (12/12). Lamachia argumentou que “não é apenas com o armamento da população que iremos enfrentar cenário de violência”.

O comentário foi feito em reposta sobre o ataque ocorrido na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Campinas (SP). Lamachia foi questionado se o crime seria um exemplo de situação que poderia ser propiciada com um fácil acesso às armas de fogo. O ataque deixou cinco mortos, contando com o atirador, que se suicidou.

No atentado, o agressor utilizou duas armas, uma pistola e um revólver e chegou a recarregar a arma durante o ataque.

“Eu particularmente entendo que, armando as pessoas, não vamos garantir segurança pública”, destacou. “Precisamos de políticas para solucionar os problemas que enfrentamos em relação à segurança pública”, completou.

Uma possível flexibilização quanto ao porte de armas no Brasil é uma das ações defendidas pelo governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, como tentativa para conter os altos índices de violência nos estados brasileiros.

Outra proposta feita pelo militar da reserva, desde a época da campanha presidencial, é a redução da maioridade penal. Sobre o assunto, Lamachia disse que a OAB “tem uma posição contrária” em relação a essa medida. Segundo ele, a iniciativa, “pode agravar o que acontece hoje nos sistemas prisionais”.

“Estaríamos colocando mais e mais pessoas nos presídios”, explicou, ao emendar que, colocando essas novas pessoas de menor potencialidade ofensiva nos presídios, elas podem ter que escolher “para qual facção terá que prestar serviço”.

 

Sistema prisional

Ainda sobre o tema, o presidente da OAB afirmou que, atualmente, o principal problema instalado no Brasil tem como base o sistema prisional.

“Vimos uma falta de visão do governo no que diz respeito ao sistema prisional brasileiro. Essas pessoas de dentro dos presídios que dão ordens para o crime organizado”, enfatizou Claudio Lamachia.

Metrópoles

Comentários