Empresários baianos pedem parcelamento tributário, linhas de crédito e outras medidas para amenizar perdas na pandemia

Apesar de destacar como o coronavírus impactou negativamente na saúde financeira das empresas e apontar soluções para amenizar o problema, as entidades frisaram que a prioridade é preservar vidas

Foto: PMVC


Entidades empresariais da Bahia divulgaram, nesta terça-feira (2), uma nota pública conjunta em que se posicionam sobre a decisão da prefeitura de Salvador de manter, até às 5h da próxima segunda-feira (8), o fechamento do comércio na capital baiana. Apesar de destacar como o coronavírus impactou negativamente na saúde financeira das empresas e apontar soluções para amenizar o problema, as entidades frisaram que a prioridade é preservar vidas. 

O documento, assinado pela Associação Comercial da Bahia, CDL Salvador, FCDL Bahia e Fecomércio Bahia, explica que foi necessário acatar a suspensão das atividades por mais cinco dias diante do colapso da saúde, mas avisa que o prefeito Bruno Reis teria se comprometido a reabrir, impreterivelmente, o comércio no dia 8. Além disso, novos leitos deverão ser reabertos para desafogar o sistema de saúde.

“Atendendo ao pleito do setor, também será criado um comitê de crise público-privado, com a participação conjunta do Governo do Estado, Prefeitura de Salvador e das entidades empresariais, com a fi¬nalidade de estudar outras medidas de enfrentamento à crise. Neste momento de diligência para contenção do coronavírus e de grave crise enfrentada pelos empresários do comércio, abatidos pelas medidas que perduram há quase um ano, as principais entidades do comércio baiano declaram o seu Manifesto na Luta contra o Coronavírus”, afirmaram as entidades.

Elas listam diversos itens que devem ser observados pelos governantes no enfrentamento ao coronavírus, a exemplo do avanço da vacinação para que a ampla imunização restaure vidas e a economia, e o parcelamento tributário, nas esferas municipal, estadual e federal, para garantir a sobrevivência das empresas e de empregos.

“A concessão de linhas de crédito, sem a burocracia do sistema bancário, é medida urgente para a manutenção das empresas e da própria arrecadação pública. A reativação ou abertura de novos leitos e hospitais de campanha pelos poderes públicos é imprescindível. Apoiamos a rígida fi¬scalização e aplicação de multas a empreendimentos e cidadãos que promovam aglomerações irresponsáveis no período da pandemia. Por meio do citado comitê público-privado, o setor produtivo pleiteia estar presente nas reuniões cujas decisões possam interferir nas atividades do segmento”, acrescentaram.

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