Mudanças no Pix: quais as novas regras e como afetam seu bolso

Em 2 de setembro, o BC também anunciou dois novos produtos envolvendo o Pix:

O Banco Central (BC) informou no último mês, uma série de mudanças que vão afetar o Pix e outros meios de pagamento como TED, transferências intrabancárias, e cartões de débito. Entre as novidades, está a limitação de R$ 1.000 no valor de operações realizadas entre 20h e 6h.

Em 2 de setembro, o BC também anunciou dois novos produtos envolvendo o Pix: o Pix Saque e o Pix Troco – ambas serão implementadas em 29 de novembro. Ainda não há prazo determinado para que as novas regras de segurança do Pix entrem em vigor. Em entrevista coletiva concedida em 27 de agosto, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, estimou o prazo em “algumas semanas”.

Confira as novas medidas:

1- Limite de R$ 1.000 para operações das 20 horas às 6 horas

A mudança vale entre pessoas físicas (incluindo MEIs) utilizando meios de pagamento em arranjos de transferência  incluindo transferências intrabancárias, PIX, cartões de débito e liquidação de TEDs;

2- Prazo mínimo de 24 horas e máximo de 48 horas para a efetivação de aumento de limites de transações

O objetivo é impedir o aumento imediato em situação de risco para meios de pagamento (TED, DOC, transferências intrabancárias, PIX, boleto, e cartão de débito)

3- Clientes poderão estabelecer limites transacionais diferentes no PIX para os períodos diurno e noturno

Com essa medida, o cliente poderá, por exemplo, permitir limites menores durante a noite

4- instituições devem possibilitar que usuários cadastrem previamente contas

As contas que poderão receber PIX acima dos limites estabelecidos podem ser cadastradas, permitindo manter limites baixos para as demais transações;

5- Prazo mínimo de 24h para que o cadastramento prévio de contas por canal digital

A medida impede o cadastramento imediato em situação de risco

6- Bloqueio de transações por 30 minutos durante o dia e 60 minutos à noite

Instituições financeiras poderão reter uma transação por 30 minutos durante o dia ou por 60 minutos durante a noite para analisar o risco da operação, informando ao usuário quanto à retenção;

7- Controle de contas suspeitas

Será obrigatório o mecanismo, já existente e hoje facultativo, de marcação no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) de contas em relação às quais existam indícios de utilização em fraudes no PIX, inclusive no caso de transações realizadas entre contas mantidas no mesmo participante;

8- Prevenção de fraudes

Serão permitidas consultas ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) para alimentar os sistemas de prevenção à fraude das instituições, de forma a coibir crimes envolvendo a mesma conta em outros meios de pagamento e com outros serviços bancários;

9- Contas laranjas

Participantes do PIX deverão adotar controles adicionais em relação a transações envolvendo contas marcadas no DICT, inclusive para fins de eventual recusa a seu processamento, combatendo assim a utilização de contas de aluguel ou “laranjas”;

11- Compartilhamento de informações

Participantes de arranjos de pagamentos eletrônicos devem compartilhar, tempestivamente, com autoridades de segurança pública, as informações sobre transações suspeitas de envolvimento com atividades criminosas;

12- Controle sobre fraudes

Instituições reguladas devem manter controles adicionais sobre fraudes, com reporte para o Comitê de Auditoria e para o Conselho de Administração ou, na sua ausência, à Diretoria Executiva, bem como manter à disposição do Banco Central tais informações; e

13- Histórico de comportamento de crédito

Haverá um histórico comportamental e de crédito para que empresas possam antecipar recebíveis de cartões com pagamento no mesmo dia (D+0), mitigando a ocorrência de fraudes.

Comentários