Novo medicamento para Alzheimer reduz os níveis de duas proteínas associadas à doença

Resultados de dois estudos clínicos fase III com 1.800 pacientes mostraram que o Aduhelm reduziu significativamente os níveis sanguíneos de um tipo anormal da proteína tau - associadas à doença

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O Aduhelm, medicamento para Alzheimer aprovado este ano pela Food and Drug Administration (FDA), agência que regula medicamentos nos Estados Unidos, além de reduzir o nível de proteína beta-amiloide no cérebro de pacientes com a doença, também diminui o acúmulo da proteína tau.

As informações foram apresentadas essa semana pela Biogen, empresa de biotecnologia americana, e pela farmacêutica japonesa Eisai, fabricantes do medicamento, na conferência de Ensaios Clínicos sobre a Doença de Alzheimer, realizada em Boston, nos EUA.

Resultados de dois estudos clínicos fase III com 1.800 pacientes mostraram que o Aduhelm reduziu significativamente os níveis sanguíneos de um tipo anormal da proteína tau, que forma os emaranhados tóxicos de fibras nervosas associadas à doença.

Isso foi correlacionado a um menor declínio cognitivo e funcional nos pacientes com a doença e com uma redução da placa beta-amiloide. O efeito foi maior com doses mais altas e maior duração do tratamento.


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Até a aprovação do Aduhelm, exisitiam apenas quatro remédios disponíveis para o tratamento do Alzheimer e nenjum deles com ação na origem do problema. Sua atuação se limita ao controle dos sintomas. Por isso, o surgimento de um tratamento com potencial para agir na causa da doença foi comemorada.

Entretanto, sua autorização nos Estados Unidos não foi livre de polêmica de controvérsia. Por isso as empresas continuam a realizar testes clínicos para comprar a eficácia do tratamento.

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