CONQUISTA: Após denúncias de assédio contra ginecologista, polícia investiga e advogada fala sobre o caso

Mulheres denunciam assédio e solicitam investigação sobre o caso

Na última sexta-feira (10), um relato de assédio em um rede social repercutiu em Vitória da Conquista. Na publicação, uma moça não identificada, conta de um suposto assédio vivido por ela em um consultório do munícipio.

De acordo com as informações da postagem, o médico teria a assediado enquanto realizava um exame ginecológico. Após a publicação, outras mulheres utilizaram os comentários para comentar sobre outros episódios que teriam passado com o mesmo profissional.

Ontem (13), cerca de 24 mulheres solicitaram uma audiência com a diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Vitória da Conquista e com as Comissões da Mulher Advogada e dos Direitos da Mulher e, nessa ocasião, solicitaram apoio e providências, para que tais casos possam ser investigados.

Em nota, a OAB Conquista afirmou que:

"Cumprindo com o seu papel público-institucional, previsto no Art. 44 do Estatuto da Advocacia, qual seja defender a ordem jurídica do Estado democrático de direito e o de pugnar pela boa aplicação das leis, a Diretoria acolheu o pleito e prontamente encaminhou expediente às autoridades competentes, pugnando pela adoção das providências que o caso requer.

A OAB Subseção Vitória da Conquista permanecerá acompanhando o desenrolar dos procedimentos que serão adotados pelas autoridades, por considerar que é de relevante interesse social a elucidação dos fatos, ao tempo em que compromete-se ministrar apoio técnico-jurídico às ofendidas em seu direito e dignidade, o que fará por intermédio das Comissões temáticas envolvidas".

Luciana Santos - Presidente da Comissão da Mulher Advogada de Vitória da Conquista 

A presidente da Comissão da Mulher Advogada de Vitória da Conquista, Luciana Santos, afirmou que a OAB vai estar acompanhado o caso e que é percebido que em "muitas vezes a vítima é silenciada ou as vitimas no caso. Elas têm vergonha de levar essa situação adiante quando acontece ou não quer se expor contando isso para seu pai e mãe". 

Luciana também destaca que é notório que "quando uma vítima fala, as outras se sentem encorajadas" a falar também sobre o que passaram. A advogada pede que quem tenha passado por essa situação, procure a Delegacia da Mulher ou a OAB que estarão de "portas abertas" para dar o suporte jurídico necessário.

OUÇA:

Dercimária Cardoso - delegada da Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (Deam)

Recentemente, a delegada da Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (Deam), Dercimária Cardoso, afimrou que desde ontem (13) foi aberta uma investigação pública incodicionada para apurar as denúncias.  Ela ainda explicou que já tem pistas sobre o suspeito, mas que aguarda mais informações. "Não temos nenhuma queixa contra o médico apontado na denúncia. O que espera é que depois dessa publicação apareçam  pessoas na delegacias para fazer denúncias formais e a partir daí tomamos as providências", acrescentou a delegada.   
 

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