CULTURA: Cineastas baianos lançam manifesto em defesa da Ancine

Posicionamento foi divulgado após as falas do presidente Jair Bolsonaro que ameaçam a instituição

Produtores, cineastas, roteiristas, atores e outras pessoas ligadas à cultura no estado lançaram ontem (7) um manifesto em defesa do cinema nacional e da Agência Nacional de Cinema (Ancine).

O posicionamento foi divulgado após as falas do presidente Jair Bolsonaro que ameaçam a instituição. 

A iniciativa foi da Associação de Produtores e Cineastas da Bahia (APCBahia). Nomes como Wagner Moura, Henrique Dantas, Helena Ignez, Orlando Senna e outros assinam o documento. 

O manifesto acusa o governo de querer "destruir a autonomia da sociedade civil" e substituir pela "barbárie".

O documento também afirma que o governo federal investe "como um trem desgovernado" contra o cinema nacional.

"Não imaginávamos tamanha sanha predatória, justamente porque o mercado audiovisual é um setor fora da curva da crise econômica que o pais enfrenta", diz o manifesto.

O texto critica ainda o que chama de desmonte da Ancine, apontada como essencial para o crescimento do setor nacionalmente.

Os profissionais do cinema relacionam o ataque atual ao que aconteceu com a Embrafilme, na década de 90, extinta pelo governo do ex-presidente Fernndo Collor, o que "provocou uma crise profunda no cinema brasileiro, cuja retomada foi longa, lenta e penosa". 

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