Amazônia viveu segundo pior agosto na série histórica sobre desmatamentos

Os números só não foram maiores do que os do mesmo mês de 2019

O desmatamento na Amazônia Legal registrou o 2º pior agosto na série histórica do sistema Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real), iniciada em 2015. Foram 1.358,78 km² com alertas de desmatamentos —área maior que a das capitais Belém e Rio de Janeiro.

Os números só não foram maiores do que os do mesmo mês de 2019, que registrou 1.714 km².

Os dados são do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia e podem ser conferidos aqui.

Entre os Estados, o que teve maior área desmatada foi o Pará: 517,74 km² —o que representa 38,1% do total. Sozinho, o Estado reúne 6 das 10 cidades mais atingidas pelo desmate. Depois, vem Rondônia, com 256,27 km² (18,8%), e Amazonas, com 221,05 km² (16,2%).

Porto Velho (RO), São Felix do Xingu (PA) e Altamira (PA) se sobressaem entre os municípios. A capital de Rondônia registrou, sozinha, 96,79 km² de desmatamento —o equivalente a 7,1%. Em seguida, cada uma das cidades paraenses teve 73,31 km² (5,3%) e 72,69 km² (5,3%) desmatados.

Foram reportados 9.265 avisos de desmatamento de 1º a 31 do agosto deste ano. Os números são medidos diariamente e se referem a áreas devastadas, não à taxa oficial de desmatamento. O responsável por esse tipo de medição no bioma amazônico é o Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite).

Os 7 Estados da Região Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), além de Mato Grosso e parte do Maranhão integram a Amazônia Legal, que corresponde a 59% do território brasileiro. A medição do desmatamento inicia em agosto para levar em consideração períodos como os de seca e os de chuva.


Eis as áreas desmatadas por Estado:

  • Pará: 517,74 km²;
  • Rondônia: 256,27 km²;
  • Amazonas: 221,05 km²;
  • Mato Grosso: 173,7 km²;
  • Acre: 134,14 km²;
  • Maranhão: 28,59 km²;
  • Roraima: 25,54 km²;
  • Tocantins: 1,04 km²;
  • Amapá: 0,51 km².
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Eis a lista dos 10 municípios mais atingidos:

  • Porto Velho (RO): 96,79 km²;
  • São Félix do Xingu (PA): 73,31 km²;
  • Altamira (PA): 72,69 km²;
  • Lábrea (AM): 57,99 km²;
  • Novo Progresso (PA): 40,94 km²;
  • Itaituba (PA): 40,53 km²;
  • Colniza (MT): 35,14 km²;
  • Pacajá (PA): 25,15 km²;
  • Cujubim (RO): 24,73 km²;
  • Portel (PA): 24,55 km².

Poder360

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