Salles repete Guedes e diz que miséria é a pior inimiga do meio ambiente

O ministro do Meio Ambiente afirmou que o setor privado é quem pode desenvolver a bioeconomia

O ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) repetiu na manhã desta 2ª feira (21.set.2020) a declaração do ministro Paulo Guedes (Economia) de que “a miséria é a pior inimiga do meio ambiente”.

“Relembro aqui a fala do ministro Paulo Guedes em Davos de que a miséria é a pior inimiga do meio ambiente. Basta verificar que os países mais ricos não têm problemas ambientais significativos, e eles [problemas ambientais] estão não só em países mais pobres, mas em regiões mais pobres dos países mais pobres”, disse Salles.

O ministro do Meio Ambiente afirmou que o setor privado é quem pode desenvolver a bioeconomia. Ele acrescentou:

“Não querer o setor privado na Amazônia acaba trazendo essa consequência de não haver oportunidade de renda para as pessoas –e que, assim, por sua vez, passam a ser mais suscetíveis de serem cooptadas por atividades ilegais, dentre elas, algumas que Vossa Excelência [ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal)] citou aqui: a mineração ilegal, roubo de madeira, grilarem de terra, etc.”

As declarações de Salles foram feitas durante videoconferência com autoridades para discutir meio ambiente, promovida pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Já Paulo Guedes, atribuiu o desmatamento à pobreza em 21 de janeiro deste ano, durante 1 painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça).

Naquela ocasião, o ministro da Economia afirmou que “as pessoas destroem o meio ambiente porque precisam comer”. A fala foi criticada

Apesar de haver correlação positiva entre o enriquecimento de 1 país e o aumento da importância que a população dá ao meio ambiente, o Brasil tem exemplos de que comunidades mais pobres não destroem a natureza: ribeirinhos convivem na Amazônia há muito tempo com a floresta sem destruí-la.

Durante a live, Salles disse ainda que há uma “guerra comercial que tenta imputar à nossa agricultura e ao Brasil responsabilidades que são notadamente dos países industrializados, que seguem queimando combustível fóssil”.

“Até o próprio carro elétrico que roda na Europa é abastecido por energia gerada nas termelétricas. Não adianta o carro ser elétrico, se a fonte é termelétrica. Gás e carvão”, declarou.

Poder360

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