MEGA: Coordenadora da Rede de Atenção revela dados e detalhes do lançamento da campanha municipal contra abuso e exploração de crianças

No dia de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescente, coordenadora da Rede de Atenção fala sobre a campanha

O dia 18 de maio é o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes.Nesta terça-feira (18), a coordenadora da Rede de Atenção em defesa da Criança e do Adolescente, Camila Fischer, revelou detalhes, ao programa Redação Mega, da campanha municipal “Escutar é Proteger”, que vai ser lançada nesta tarde em Vitória da Conquista.

Camila afirmou que a campanha leva em consideração as orientações da Lei nº 13.431/2017, que trata da escuta protegida de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, e do papel do Sistema de Garantia de Direitos em atender de forma qualificada, com garantia da integridade das vítimas, em ambiente acolhedor e uma atmosfera especialmente criada para que possam sentir-se seguras e protegidas.

Dados no município

A coordenadora revelou dados de um levantamento feito pelo CREAS que aponta o números de casos de abuso e exploração no município. 

Em 2019, cerca de 134 casos de crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual e três casos de exploração sexual. Já em 2020, houve uma diminuição neste número, 103 crianças e adolescentes foram vítimas de abuso sexual e 13 foram vítimas de exploração sexual.

Camila faz um alerta mesmo com a diminuição de notificações no município. 

"Apesar da gente ver que houve uma diminuição, né? A gente com a pandemia, a gente acredita que há uma subnotificação muito grande, então por isso a importância da gente sensibilizar, mostrar os canais de denúncia para que haja essa mobilização e que as pessoas realmente denunciem. Com a rede escolar suspensa, as crianças acabam ficando muito em casa, né? E a gente acredita que há uma subnotificação com relação a isso. Então, é sempre bom os vizinhos, os familiares, a escola, todos estarem atentos pra poder tentar de forma mais rápida, interromper esse ciclo de violência, que às vezes, muitas vezes, acontece por anos", disse ela. 

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