Morte de peixes no Rio Verruga gera repercussão no sudoeste baiano

De acordo com bióloga, Flávia Borges Santos, análise feita pela UESB ainda aguarda apuração

Foto: Reprodução/TV Uesb


No ínicio deste mês, o Rio Verruga apresentou uma lama densa e peixes mortos o que gerou muita repercussão.

Em entrevista a TV Uesb, o Secretário de Meio Ambiente de Itambé, Bruno Lopes, afirmou que várias fazendas do município registraram mortes de peixes e tão logo a situação foi comunicada, diversos agentes fiscais foram ao local verificar a situação e coletar amostras de água e solo.

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Porém, o laudo dessa análise não foi divulgado.

Em nota enviada à Mega Rádio, a Prefeitura de Itambé informou que "diante da responsabilidade e preocupação com o Rio Verruga, de grande importância para o desenvolvimento econômico e abastecimento de água, celebrou um o contrato de concessão com a EMBASA (EMPRESA BAIANA DE ÁGUAS E SANEAMENTO S/A), na qual a EMBASA é responsável pelo esgotamento sanitário do Rio Verruga, desde da captação do efluentes e principalmente a implantação do sistema de Tratamento esgoto doméstico, na qual atualmente apresenta 7% do sistema de tratamento de esgoto municipal, a Embasa tem um prazo tratar todo o esgoto da cidade de Itambé, despoluindo o Rio Verruga num curto espaço de tempo.

Devido ao acontecido, a Prefeitura Municipal de Itambé, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária, continuará fiscalizando e monitorando o Rio Verruga no perímetro de Urbano e Rural, buscando de conscientizar a população sobre possíveis situações de poluição.

A Prefeitura Municipal de Itambé está buscando alternativas de investimento para consolidar o junto com a Embasa a ampliação do sistema de tratamento de esgoto quem venha contemplar toda cidade".

A bióloga e professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Flávia Borges Santos, coletou amostras para análise na universidade e destacou que o local possui muita poluição.

"Com certeza os peixes morreram porque lá tem muita poluição. Outra coisa é que estamos na época de seca, então o rio está com baixo nível de água, não tem vegetação nenhuma de mata ciliar ali em volta desse rio. Então é um conjunto de fatores como a poluição, a baixa oxigenação da água, as temperaturas elevadas, muita matéria orgânica, falta de sombreamento, tudo isso leva a mortandade de peixes".

De acordo com a bióloga, a análise feita pela UESB ainda aguarda apuração.

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