Auxílio emergencial foi pago a mais gente do que deveria, diz guru econômico de Moro

Ex-presidente do Banco Central, Affonso Celso Pastore é o primeiro nome apresentado pelo ex-juiz federal para auxiliá-lo em sua possível candidatura à Presidência

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado


O ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore afirmou nesta quinta-feira (18) que o auxílio emergencial de R$ 600 foi pago a muito mais gente do que deveria, o que ele vê como um dos principais exemplos de erros do governo Jair Bolsonaro na área fiscal. Pastore é o primeiro nome apresentado por Sergio Moro como auxiliar na área macroeconômica de sua possível candidatura à Presidência da República em 2022.

"Não preciso ir muito longe para dizer que houve um enorme desperdício na utilização dos recursos", afirmou o economista em audiência virtual na Câmara dos Deputados, cujo tema era a discussão sobre a dívida pública brasileira.

Pastore também afirmou ter restrições ao teto de gastos, fez críticas ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e classificou a tentativa de usar parte da folga orçamentária com a aprovação da PEC dos Precatórios de "clientelismo político de péssima qualidade".

"Em um país que é avaliado por um economista que é o criador do Bolsa Família, chamado Ricardo Paes de Barros, que estima a pobreza absoluta no país, olhando por cima, em algo como 25 milhões de habitantes, foi dado os R$ 600 para 66 milhões de pessoas. Quer dizer, tinha gente que não tinha que receber", afirmou Pastore em sua exposição.


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Ele comparou o gasto em relação ao PIB de outros países desenvolvidos durante a crise da Covid, argumentando ser este um exemplo de "gasto mal feito, de um erro de dimensionamento para aquilo que o governo podia gastar".

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