Sindicato acusa Coelba de retirar seguranças de lojas e expor trabalhadores a risco

Seguranças foram retirados no início da pandemia e não voltaram com retorno das atividades presenciais

 Foto: Leitor Metro1


Casos de agressões verbais, clientes nervosos e insatisfeitos e até agressões físicas têm sido a rotina dos funcionários que prestam atendimento ao público nas lojas da Coelba. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações da Bahia (Sinttel) desde o início da pandemia a Coelba retirou os seguranças das lojas e os atendimentos começaram a se tornar um pesadelo para quem vai trabalhar. 

“A Coelba está colocando preço na vida dos trabalhadores. Quem trabalha nas lojas da Coelba está correndo risco de morte”, diz Joselito Ferreira, presidente do sindicato. 

Segundo a entidade de classe, os casos de violência começaram a acontecer desde setembro de 2020, quando os atendimentos presenciais foram retomados nas lojas, mas os seguranças não voltaram. “A Coelba não quis recolocar. E agora as funcionárias, que são 90% mulheres, precisam assumir funções que eram da segurança, como abertura da loja, organização de filas, e ainda ficam expostas aos clientes insatisfeitos que acabam descontando nas funicionárias”, diz Ferreira. 

Entre as agressões nas lojas, há registro em Itabuna, Feira de Santana, e em unidades da capital como a do bairro de Piatã e do Capemi. 

O Sindicato, no entanto, diz não ter levantamento do número de casos porque a comunicação dos funcionários com o sindicato é prejudicada por ameaças feitas pela Coelba. “A Coelba ameaça demissão se o funcionário comunicar a agressão ao sindicato, então em lojas menores, que tem poucos prepostos, eles ficam com medo de serem identificados, Um dos casos mais graves que tivemos notícia, foi encaminhado ao sindicato por um cliente da loja”, explica o dirigente. O caso comentado pelo presidente aconteceu em Itabuna, quando um cliente insatisfeito chegou a atirar um computador em uma funcionária.

 

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Diante dos casos, que aumentaram com os constantes relatos de má prestação de serviço pela Coelba, o sindicato tentou a mediação com a empresa através de audiências na Superintendência Regional do Trabalho e no Ministério Público do Trabalho, sem sucesso. “A empresa está irredutível. Diz que o segurança não é necessária porque não circula dinheiro nas lojas. Eles estão colocando preço na vida dos trabalhadores”, diz 

METRO1 

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