Nutrição na Trissomia 21: Especialista alerta que alimentação é pilar decisivo para o desenvolvimento cognitivo

Muito além do controle de peso, a nutrição adequada atua diretamente na formação de conexões neurais e na saúde mental de crianças com Síndrome de Down; nutricionista Luciana Carvalho reforça a necessidade de olhar atento dos pais.
  • Júnior Patente
  • Atualizado: 26/01/2026, 04:36h

A alimentação de crianças com Trissomia 21 (T21) deixou de ser apenas uma questão de crescimento físico para se tornar uma prioridade no neurodesenvolvimento. O alerta vem da nutricionista Luciana Carvalho , especialista na área, que aponta como as escolhas alimentares diárias podem influenciar diretamente a capacidade cognitiva, o humor e a autonomia desses indivíduos.

O risco de obesidade e impacto metabólico

Dados atuais revelam um cenário de atenção: o baixo consumo de alimentos in natura (frutas, vegetais e proteínas de qualidade), somado ao sedentarismo, tem elevado os índices de obesidade na população com T21.

No entanto, Luciana Carvalho sublinha que a preocupação não deve ser apenas estética. "Na Trissomia 21, já existe uma vulnerabilidade metabólica, inflamatória e oxidativa natural. Quando a base alimentar é pobre, esses prejuízos no desenvolvimento funcional e cognitivo podem ser intensificados ao longo da infância", explica o especialista.

O eixo Intestino-Cérebro

Um dos pontos centrais do alerta é a conexão entre a saúde intestinal e o cérebro. Uma dieta cuidadosa de nutrientes essenciais exige áreas específicas para o aprendizado e a convivência social, afetando:

  • Conexões Neurais: A formação e manutenção das redes que processam informações.

  • Neurotransmissores: Substâncias químicas essenciais para o foco e a cognição.

  • Equilíbrio Emocional: O controle do comportamento e a estabilidade do humor.

“Não estamos falando de perfeição alimentar ou dietas restritivas punitivas, mas de uma nutrição individualizada e possível”, afirma Luciana.

Um convite à parceria familiar

O Portal Incluir reforça que o papel da família não é de vigilância, mas de construção de hábitos. A proposta do nutricionista é que a alimentação seja construída respeitando a realidade de cada núcleo familiar, garantindo que a criança receba o suporte necessário para florescer em seu potencial máximo.

Para pais e cuidadores, fica o convite à reflexão: o que chega ao prato hoje está nutrindo apenas o corpo ou também o futuro e a mente do seu filho?

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