Oitenta por cento dos brasileiros se declaram felizes, aponta pesquisa global da Ipsos

Índice de 2026 coloca o Brasil em 7º lugar no ranking de 29 nações; cenário financeiro e saúde mental lideram as queixas entre os insatisfeitos
Foto: Marcelo Chello/Estadão Conteúdo
  • Da Mega
  • Atualizado: 20/03/2026, 10:12h

A edição de 2026 do índice anual de felicidade, conduzida pelo instituto de pesquisa Ipsos e divulgada nesta quinta-feira (19), aponta que 80% dos brasileiros se consideram pessoas felizes. O resultado consolida uma alta de dois pontos percentuais em relação ao levantamento do ano anterior.

Apesar do crescimento recente, o índice atual ainda permanece abaixo do recorde histórico registrado no país em janeiro de 2023, quando 83% da população declarou estar feliz. No longo prazo, contudo, o Brasil se destaca positivamente: saltou de 77% em 2011 para os atuais 80%, contrariando a tendência de queda observada em 15 dos 20 países que possuem dados desde o início da série histórica.

No ranking que avalia 29 países, o Brasil ocupa a sétima posição. A média mundial de felicidade registrada pelo instituto ficou em 74%. A pesquisa aponta uma tendência global de alta no curto prazo, com 25 nações registrando populações mais felizes do que há 12 meses. Apenas Holanda, Índia e Argentina apresentaram recuo no último ano.

Destaques do ranking global:

  • Líderes: Indonésia (85%) e Holanda (84%).

  • Menores índices: Hungria (54%) e Coreia do Sul (57%).

O levantamento da Ipsos também mapeou os principais fatores que influenciam o estado de espírito dos entrevistados. Entre os brasileiros que se declaram felizes, a fé e a vida espiritual foram citadas por 22% — o maior índice global neste quesito específico. Outros motores de bem-estar apontados foram: sentir-se valorizado ou amado (34%), saúde mental (31%) e a sensação de controle sobre a própria vida (29%).

Por outro lado, entre a parcela da população que se declara infeliz, as principais razões apontadas foram:

  • Situação financeira pessoal: 54% (índice alinhado à média global, que é de 57%);

  • Saúde mental: 37% (acima da média global, que é de 30%).

O estudo indicou uma correlação direta entre o aumento da felicidade e a melhora na percepção econômica. No Brasil, 43% dos entrevistados avaliam a atual situação da economia como boa, o que representa um salto de dez pontos percentuais em relação a janeiro de 2025 — uma das maiores altas registradas na pesquisa global.

A coleta de dados foi realizada entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, entrevistando 23.268 adultos nos 29 países. No Brasil, a amostra ouviu mil pessoas. O próprio instituto faz a ressalva de que, metodologicamente, a amostra brasileira tende a representar um perfil mais urbano, escolarizado e com renda superior à média geral da população do país.

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