Baixa umidade exige atenção em Vitória da Conquista; veja os riscos para a saúde e para quem pratica exercícios

Índices entre 20% e 30% aumentam o ressecamento das vias respiratórias e exigem cuidados com hidratação, exposição ao sol e atividade física.

  • Júnior Patente
  • Atualizado: 08/10/2026, 05:03h

Vitória da Conquista enfrentou mais um período de baixa umidade relativa ao ar. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta amarelo, classificado como perigo potencial, para a região. A previsão indica umidade relativa do ar variando entre 20% e 30%, condição que exige atenção da população, principalmente nos períodos mais quentes do dia.

Embora o alerta represente baixo risco de incêndios florestais e de impactos mais graves à saúde, a permanência do tempo seco pode provocar desconforto e agravar problemas de defesa respiratória, especialmente entre crianças, idosos e pessoas que já possuem doenças respiratórias.

Entre os efeitos mais comuns estão o ressecamento das mucosas, seguro no nariz e na garganta, tosse seca, ardência nos olhos, ressecamento da pele, dor de cabeça e sangramento nasal.

Ar seco pode afetar as vias respiratórias

O médico Drauzio Varella alerta que uma baixa umidade pode provocar o ressecamento das mucosas das vias aéreas e favorecer o agravamento de problemas respiratórios. Entre os sintomas associados ao tempo seco estão os olhos, nariz e garganta, dor de cabeça, desidratação e sangramento nasal.

A baixa umidade também pode aumentar o desconforto de pessoas que já convivem com problemas como asma, rinite e outras doenças respiratórias. Nessas situações, é importante observar qualquer mudança no padrão dos sintomas.

A hidratação e o uso de soro fisiológico podem ajudar a reduzir o desconforto provocado pelo ressecamento, especialmente nas vias nasais.

Exercício físico exige cuidado redobrado

Para quem mantém uma rotina de caminhada, corrida, ciclismo ou outros exercícios ao ar livre, o período de baixa umidade exige atenção especial.

Durante a atividade física, o corpo produz mais calor e perde líquido principalmente por meio do suor. Em dias quentes e secos, essa perda pode contribuir para a desidratação, principalmente quando a reposição de líquidos não é suficiente.

A orientação é manter o corpo hidratado e evitar exercícios físicos nos horários de maior calor. Também é recomendável reduzir a exposição direta ao sol e, sempre que possível, escolher períodos de menor temperatura para realizar a atividade.

Isso não significa que toda atividade física precise ser suspensa. A intensidade, a duração e o horário do exercício podem ser adaptados às condições ambientais. Treinos mais intensos exigem atenção ainda maior quando o calor está elevado e a umidade está baixa.

É preciso beber mais água?

A hidratação é um dos principais cuidados durante períodos de baixa umidade. A recomendação é manter a ingestão de líquidos ao longo do dia, mesmo antes de aparecer a sensação de sede.

Durante o exercício, a perda de água aumenta. Por isso, quem pretende praticar atividade física deve iniciar o treino adequadamente hidratado e continuar ingerindo líquidos ao longo do dia.

A quantidade necessária varia de acordo com cada pessoa e depende de fatores como duração e intensidade do exercício, temperatura do ambiente e quantidade de suor perdida.

Por isso, aumentar a hidratação não significa beber água de maneira exagerada. O ideal é manter uma ingestão adequada às necessidades do organismo e às características da atividade realizada.

Quais sinais indicam que é hora de parar?

Tontura, fraqueza, dor de cabeça, náusea, cansaço excessivo e mal-estar são sinais de alerta durante a prática de exercícios.

Ao perceber esses sintomas, a recomendação é interromper a atividade, procurar um local fresco e iniciar a reposição de líquidos.

Em situações mais graves, podem ocorrer confusão mental, desmaio e temperatura corporal muito elevada. Esses sinais exigem atendimento médico.

A combinação entre calor, baixa umidade e exercício intenso aumenta a exigência sobre o organismo, que precisa controlar a temperatura corporal enquanto perde líquidos durante o esforço.

Climatologista explica o tempo seco

Em episódio anterior de baixa umidade em Vitória da Conquista, o climatologista Rosalve Lucas, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), explicou as condições atmosféricas que favoreciam o tempo seco na região e apontou possibilidade de mudança gradual das condições meteorológicas, com ocorrência de chuva fraca e pontual.

Principais cuidados

Durante períodos de baixa umidade, algumas medidas podem ajudar a reduzir os efeitos do tempo seco:

Beba água regularmente ao longo do dia;
Evite esperar a sede aparecer para iniciar a hidratação;
Reduza a intensidade dos exercícios nos períodos mais quentes;
Prefira horários de menor temperatura para caminhadas e corridas;
Evite exposição prolongada ao sol;
Use roupas leves durante a atividade física;
Utilize soro fisiológico para aliviar o ressecamento do nariz e dos olhos, quando necessário;
Observar sinais de desidratação e mal-estar;
Pessoas com doenças respiratórias devem ficar atentas à piora dos sintomas.

O alerta do Inmet reforça a necessidade de adaptação à rotina às condições climáticas. Em períodos de ar seco associados a temperaturas elevadas, os cuidados são especialmente importantes para quem pratica exercícios, trabalha ao ar livre ou permanece exposto ao calor por longos períodos.

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