PF investiga possível esquema de tráfico de papagaios em Conquista; veja o que foi descoberto
Operação Captura Inversa cumpriu mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (5)
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (5) uma operação para investigar um possível esquema de tráfico de animais silvestres em Vitória da Conquista. Batizada de Operação Captura Inversa, a ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal e resultou na apreensão de papagaios-verdadeiros.
A investigação apura a atuação de pessoas suspeitas de capturar aves nativas em diferentes regiões da Bahia e transportá-las para comercialização ilegal em Vitória da Conquista e municípios do Sudoeste baiano.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes localizaram exemplares da espécie Amazona aestiva, conhecida popularmente como papagaio-verdadeiro.
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Os animais apreendidos foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), responsável pelo recebimento e pelos cuidados necessários com animais silvestres resgatados ou apreendidos.
Como funcionaria o esquema investigado pela Polícia Federal?
Segundo as informações divulgadas pela Polícia Federal, o inquérito teve início após a instituição receber dados sobre a possível atuação de um grupo envolvido na comercialização ilegal de aves da fauna brasileira.
A suspeita é de que os animais fossem capturados em outras regiões do estado e posteriormente transportados para Vitória da Conquista, onde seriam negociados.
As apurações têm como foco principalmente os psitacídeos, grupo de aves que inclui papagaios, araras e periquitos.
A Polícia Federal cumpriu seis mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados. A operação busca recolher elementos que ajudem a esclarecer a atuação dos suspeitos e a possível estrutura de comercialização dos animais.
Até a divulgação inicial da operação, não havia informação sobre prisões ou sobre o número total de aves apreendidas.
Quais crimes estão sendo investigados?
Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa e comercialização ilegal de animais silvestres, conforme o resultado das investigações e eventual responsabilização judicial.
A Polícia Federal informou que as penas previstas para os delitos, somadas, podem chegar a quatro anos de prisão. A legislação brasileira estabelece restrições à captura, manutenção e comercialização de animais da fauna silvestre sem autorização dos órgãos competentes.
O comércio clandestino pode envolver a retirada de aves de seu ambiente natural, além de situações de transporte e confinamento inadequados. A Operação Captura Inversa segue em investigação para esclarecer a participação dos envolvidos e a extensão da possível rede de comercialização ilegal.









