Uso de cheques despenca no Brasil e cai 97% em três décadas
O uso de cheques no Brasil sofreu uma queda expressiva ao longo dos últimos 30 anos, refletindo a transformação dos meios de pagamento no país. Dados recentes do setor bancário mostram que, desde 1995, a utilização desse instrumento caiu cerca de 97%.
Na metade da década de 1990, o cheque foi amplamente utilizado: cerca de 3,3 bilhões de folhas foram compensadas naquele ano. Em contrapartida, em 2025, esse número recuou para aproximadamente 112,5 milhões, evidenciando uma mudança estrutural no comportamento financeiro dos brasileiros.
A redução não ocorreu de forma isolada. Apenas entre 2024 e 2025, houve uma queda de mais de 18% no volume de cheques compensados, reforçando a tendência de substituição por meios digitais.
O avanço tecnológico é apontado como principal fator dessa transformação. A popularização do internet banking, dos aplicativos bancários e, principalmente, a chegada do Pix em 2020, aceleraram a migração para soluções mais rápidas e acessíveis no dia a dia.
Apesar da perda de protagonismo, o cheque ainda não está ausente. Em 2025, esse meio de pagamento movimentou cerca de R$ 472,7 bilhões na economia brasileira.
O perfil de uso, no entanto, mudou. Hoje, o cheque é mais comum em transações de maior valor ou em situações específicas, como garantias contratuais e cauções. Esse comportamento também se reflete no aumento do valor médio pela operação, que ultrapassou os R$ 4 mil no último ano.
Especialistas do setor bancário avaliam que o cheque tende a se tornar cada vez mais residual, mantendo-se ativo apenas em nichos onde ainda oferece vantagens operacionais ou jurídicas. Enquanto isso, os meios digitais seguem consolidando sua posição como principal forma de pagamento no país.






