Casos prováveis de dengue caem em Vitória da Conquista, aponta boletim da Vigilância Epidemiológica
Apesar da redução em relação a 2025, há um alerta para o aumento de notificações de chikungunya
A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Coordenação de Vigilância Epidemiológica (Viep), divulgou nesta sexta-feira (17) o Boletim Epidemiológico das Arboviroses referente à 14ª Semana Epidemiológica (SE 14), que compreende o período de 5 a 11 de abril de 2026. Os dados apontam uma redução no número de casos prováveis de dengue em Vitória da Conquista quando comparados ao mesmo período do ano passado.
De acordo com o levantamento municipal, foram registrados 42 casos prováveis de dengue ao longo da última semana, contra 100 notificações contabilizadas no mesmo período de 2025. Apesar da queda semanal, o acumulado do ano já soma 509 notificações da doença.
No balanço consolidado de 2026, até o fechamento da SE 14, o município não registrou nenhum óbito decorrente de arboviroses. O cenário detalhado por doença apresenta os seguintes índices:
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Dengue: 14 casos confirmados e 383 prováveis no ano. Atualmente, 270 exames aguardam conclusão laboratorial.
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Chikungunya: O boletim aponta uma tendência de crescimento nos casos prováveis na última semana (9 casos notificados em 2026, contra 3 em 2025). No acumulado do ano, a cidade soma 47 casos prováveis.
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Zika: Apenas um caso confirmado no ano, sem novas notificações registradas na última semana epidemiológica.
O monitoramento da Secretaria de Saúde identificou as localidades com maior concentração de notificações na cidade. Os bairros Brasil, Patagônia e Zabelê lideram os registros da semana, com quatro casos cada.
Logo em seguida, aparecem os bairros Alto Maron, Cruzeiro e Ibirapuera, com duas notificações cada. Ao todo, a Vigilância Epidemiológica detectou circulação viral em 23 localidades diferentes durante a SE 14, incluindo áreas rurais como os distritos de Iguá e São João da Vitória.
A Coordenação de Vigilância Epidemiológica adverte que, embora os números gerais da semana sejam inferiores aos de 2025, a combinação de chuvas intercaladas com dias quentes exige atenção redobrada da população. O órgão alerta que mais de 80% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão localizados dentro das residências, tornando a eliminação de água parada uma ação essencial.
A orientação da rede municipal de saúde é que os moradores procurem a unidade de atendimento mais próxima ao apresentarem sintomas suspeitos, como febre alta, dores intensas nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas pelo corpo.







