Plano Municipal de Cultura é entregue à prefeita Sheila Lemos e definirá metas para os próximos 10 anos
Elaborado após ouvir mais de 900 pessoas, documento segue para análise jurídica antes de ser votado na Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista
A prefeita Sheila Lemos recebeu, na última segunda-feira (25), o texto final do novo Plano Municipal de Cultura (PMC) de Vitória da Conquista. O documento foi entregue em audiência oficial por membros da diretoria do Conselho Municipal de Cultura (CMC) e por gestores da Secretaria Municipal de Cultura (Secult).
O plano funciona como um mapeamento estratégico e fixará as políticas públicas, diretrizes e metas para o setor cultural do município ao longo da próxima década (decênio 2026–2036). Estruturado em oito eixos temáticos, o relatório final foi elaborado a partir de demandas coletadas diretamente com artistas, artesãos, produtores, coletivos independentes e povos tradicionais da região.
Ao todo, foram realizadas 28 reuniões presenciais de escuta e uma consulta pública online, mobilizando a participação direta de mais de 900 agentes culturais, entre artistas, produtores e representantes da sociedade civil. A validação final das propostas ocorreu durante a VI Conferência Municipal de Cultura, realizada no último dia 5 de maio.
O secretário de Cultura, Alexandre Magno, explicou que o plano era a peça que faltava para consolidar a autonomia do setor no município. Ele utilizou a metáfora do "CPF da Cultura" para detalhar o tripé de sustentação exigido pelo Ministério da Cultura:
Tripé do Sistema de Cultura = Conselho (C) + Fundo (F) + Plano (P)
Com o plano em vigência e o pleno funcionamento do Fundo Municipal de Cultura, Vitória da Conquista ganha velocidade e segurança jurídica para conveniar e captar verbas federais e estaduais (como os recursos da Lei Paulo Gustavo e Política Nacional Aldir Blanc).
O secretário também lembrou o pioneirismo da cidade, citando conquistas recentes como a aquisição da primeira Carreta da Cultura gerida por um município no Brasil e o andamento do ciclo de investimentos que custeará a reforma estrutural do Teatro Carlos Jehovah.
Para que as metas virem obrigações legais, o Plano Municipal de Cultura passará pelo seguinte rito institucional:
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Análise jurídica: O texto foi encaminhado para a Procuradoria-Geral do Município (PGM) para avaliação técnica e emissão de parecer legal.
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Mensagem executiva: Após o aval da PGM, a prefeita Sheila Lemos assinará a mensagem transformando o documento em um Projeto de Lei (PL).
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Votação no legislativo: O PL será protocolado na Câmara de Vereadores, onde passará pelas comissões temáticas e será submetido à votação em plenário.
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Sanção e publicação: Sendo aprovado pelos vereadores, o plano retorna ao Executivo para sanção da prefeita e publicação no Diário Oficial do Município, iniciando sua vigência imediata.
A mesa diretora do conselho demonstrou otimismo e espera uma tramitação célere no parlamento, destacando que os vereadores estão cientes da urgência dos prazos de captação de recursos públicos. Também participaram do ato de entrega a vice-presidente do CMC, Mariana Alves; a secretária executiva, Maíza Leite; o coordenador de Cultura, Adriano Gama; e o conselheiro Marley Vital.







