Professores da rede privada anunciam paralisação e denunciam pressão de escolas contra mobilização
Professores da rede privada de ensino da Bahia realizarão nesta terça-feira (9) uma paralisação reunida de assembleia organizada pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (SINPRO-BA). Segundo a entidade, educadores de bolsas de escolas confirmaram a participação no movimento, que tem como objetivo discutir reivindicações de categoria e fortalecer a mobilização pelos direitos trabalhistas.
De acordo com o presidente do SINPRO-BA, professor Allysson Mustafa, a decisão pela paralisação foi tomada pelos trabalhadores e não depende de autorização dos trabalhadores.
Em mensagem divulgada à categoria, o dirigente sindical afirma que, nos dias que antecederam o movimento, os professores foram alvo de diferentes formas de pressão por parte de gestores e proprietários de instituições de ensino privado.
Segundo o sindicato, foram registrados relatos de cobranças para que os docentes informassem previamente se participariam da paralisação, além de abordagens em salas de professores, corredores e outros espaços das escolas. A entidade também cita comunicados divulgados em redes sociais, sites e e-mails que, na avaliação do sindicato, buscavam estimular a adesão ao movimento.
"O patronal está organizado. Ele atua no coletivo e de forma orquestrada. Cabe a nós dar as respostas da mesma forma: coletivamente", afirmou Allysson Mustafa.
Sindicato denuncia assédio e intimidação
O SINPRO-BA classifica as ações relacionadas como tentativa de intimidação e assédio contra os trabalhadores. O sindicato destacou que muitos profissionais, especialmente mulheres que atuam na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, estariam sendo pressionados à permanência na atividade mesmo diante das reivindicações da categoria.
Para a entidade, a mobilização vai além das questões salariais e trabalhistas, envolvendo também a valorização profissional e o respeito à atuação dos educadores.
"O medo da demissão não existe apenas agora. Patrões demitem quando querem. O agora é apenas um pretexto", afirmou o presidente do sindicato em sua manifestação.
Convocação para participação coletiva
A direção do SINPRO-BA reforçou o chamado para que os professores participem da paralisação e da assembleia, defendendo que a união da categoria é fundamental para enfrentar os desafios da negociação com o setor patronal.
O sindicato também fez um apelo para que os profissionais que ainda são recebidos em adesão ao movimento reflitam sobre a importância da organização coletiva na defesa dos direitos dos trabalhadores da educação.
A paralisação e a assembleia estão programadas para ocorrer nesta segunda-feira, 9 de junho, reunindo professores da rede privada de diferentes municípios baianos.
O espaço permanece aberto para manifestação do sindicato patronal e das instituições de ensino mencionadas sobre as denúncias apresentadas pelo SINPRO-BA.









