Pesquisa Quaest indica liderança de Lula com 44% e Flávio Bolsonaro com 38% em eventual segundo turno
Levantamento aponta interrupção do cenário de empate técnico; margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto com 44% em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro, que registra 38%, de acordo com dados da pesquisa Quaest divulgados nesta quarta-feira (10). O resultado indica o fim do período de empate técnico entre os dois pré-candidatos. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho.
Os dados consolidados registram uma alteração no histórico recente da série estatística. Na pesquisa divulgada no mês de maio, o presidente registrava 42% contra 41% do senador. No mês de abril, o parlamentar constava numericamente à frente com 42% ante 40% do atual chefe do Executivo, enquanto o relatório do mês de março apontava os dois nomes com 41% das intenções de voto cada.
A variação nos índices foi identificada predominantemente no segmento de eleitores classificados como independentes, que representam um terço do eleitorado total. Nesse grupo, as intenções de voto no presidente Lula oscilaram de 29% para 37%, enquanto os indicadores destinados a Flávio Bolsonaro recuaram de 31% para 24%. Outros 30% dos entrevistados nessa categoria declararam que não votariam em nenhuma das duas opções apresentadas para o segundo turno.
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, informou que o levantamento de junho é o primeiro a aferir a opinião pública após a divulgação de diálogos entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, e após as medidas tarifárias anunciadas pelo governo dos Estados Unidos direcionadas a produtos brasileiros. De acordo com as métricas divulgadas pelo instituto, 65% dos entrevistados declararam que o parlamentar errou ao solicitar recursos financeiros a Vorcaro para a produção de uma obra audiovisual sobre Jair Bolsonaro.
Em relação às medidas da Casa Branca sobre as tarifas comerciais, 47% das pessoas ouvidas declararam concordar com o posicionamento do presidente Lula, que atribuiu ao senador uma influência na decisão norte-americana. Por outro lado, 46% dos participantes indicaram que as taxas configuram uma punição ao Brasil em decorrência do funcionamento do sistema operacional Pix, enquanto 36% avaliaram a medida como uma retaliação a posicionamentos da gestão brasileira.
A pesquisa também simulou cenários de segundo turno envolvendo o atual presidente contra outros nomes da ala política de direita, como Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado. O relatório da pesquisa está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob a identificação BR-07661/2026, com nível de confiança de 95%.









