Ataque ao aeroporto de Riade deixa 13 mortos e amplia tensão na Arábia Saudita
Morte de cidadão indiano elevou o balanço de vítimas; novo incidente atingiu terminal do aeroporto neste domingo (11)
O número de mortos no ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, capital da Arábia Saudita, aumentou para 13 neste domingo (11). O balanço foi atualizado após a morte de um cidadão indiano que foi hospitalizado em decorrência de danos sofridos durante a intervenção do dia anterior. Mais de 300 pessoas ficaram feridas.
A informação foi divulgada pela Embaixada da Índia na Arábia Saudita, que afirmou estar em contato com os familiares da vítima e prestar assistência para a repatriação do corpo ao país de origem. O nome do cidadão indiano não foi informado.
O ataque de sábado (10) foi atribuído aos rebeldes houthis, grupo que atua no Iêmen e recebe apoio do Irã. A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita foi responsável pelo grupo pela ofensiva e classificou a ação como um grave ato de violência.
Novo incidente provoca incêndio no aeroporto
A tensão aumentou neste domingo, quando um projeto de origem não identificado atingiu o terminal 4 do aeroporto de Riade, provocando um incêndio. Segundo as informações divulgadas, não houve registro de feridos nesse novo episódio.
As autoridades sauditas também informaram que um míssil de cruzeiro foi interceptado pela coalizão militar. As ocorrências reforçam a preocupação com a segurança da infraestrutura aeroportuária e com a continuidade das operações aéreas no país.
Após o ataque que deixou 13 mortos, as operações no aeroporto principal saudita foram suspensas, e a previsão divulgada era de prolongamento do fechamento por mais 24 horas. A interrupção provocou cancelamentos e alterações em voos com destino à capital.
Houthis renovam ameaças
Os houthis voltaram a alertar viajantes, funcionários aeroportuários e companhias aéreas para que evitem o espaço aéreo e os aeroportos da Arábia Saudita. O grupo abriu uma exceção para as instalações localizadas em Meca e Medina, cidades sagradas do islamismo.
A ofensiva ocorre em meio ao agravamento do conflito entre os rebeldes iemenitas e as forças reforçadas pela Arábia Saudita. A escalada militar aumenta os riscos para a população civil e ameaça a circulação aérea e comercial na região.
O governo saudita prometeu responder ao ataque. Os desdobramentos também levantaram a possibilidade de maior envolvimento dos Estados Unidos no confronto. O presidente Donald Trump afirmou que avaliaria a possibilidade de participação americana em ações militares contra os houthis.
A situação permanece delicada, com autoridades monitorando novos riscos e companhias aéreas reavaliando suas operações. O episódio amplia a preocupação internacional com a escalada do conflito no Oriente Médio e suas possíveis consequências para a segurança regional.
Fonte: UOL Internacional, com informações de autoridades sauditas e da Embaixada da Índia.







