Mentiras sobre saúde viram negócio e colocam pacientes em risco, aponta levantamento da Lupa
Relatório analisou 764 conteúdos publicados entre 2017 e o primeiro semestre de 2026. Desse total, 87,3% foram classificados como falsos. Promessas de cura, médicos falsificados por inteligência artificial e anúncios de suplementos estão entre as est
A desinformação sobre saúde deixou de ser apenas um problema de circulação de notícias falsas nas redes sociais. Em muitos casos, tornou-se uma estratégia comercial que explora o medo, a esperança de cura e a vulnerabilidade de pessoas que convivem com doenças crônicas. A promessa de recuperar a visão, eliminar o diabetes ou desintoxicar o organismo após a vacinação pode esconder uma tentativa de vender produtos sem eficácia comprovada, além de estimular decisões capazes de comprometer tratamentos médicos.
Um levantamento apresentado pela Agência Lupa, em parceria com a Afya, instituição de educação em saúde, dimensiona o problema no Brasil. A pesquisa reuniu 764 conteúdos relacionados à saúde, publicados entre 11 de março de 2017 e o fim do primeiro semestre de 2026. Desse universo, 667, o equivalente a 87,3%, foram classificados como falsos.
Os números fazem parte do relatório Raio-X da Desinformação em Saúde, elaborado a partir de verificações realizadas pela Lupa ao longo de quase uma década. O trabalho mostra que a desinformação se adapta aos acontecimentos de cada período, mas mantém estratégias recorrentes: promessas milagrosas, exploração do medo, uso indevido da imagem de profissionais reconhecidos e divulgação de informações distorcidas para convencer o público a comprar produtos ou serviços.
O levantamento também evidencia que o problema não terminou com a emergência sanitária provocada pela Covid-19. Depois do pico de conteúdos falsos durante a pandemia, as narrativas passaram a explorar outros assuntos, como vacinas, dengue, diabetes, câncer, emagrecimento e alimentação.
Da pandemia às promessas de cura: a mentira muda de assunto
Para compreender a evolução do fenômeno, a Lupa dividiu o material em quatro períodos: antes da pandemia, entre 2017 e 2019; durante o avanço da Covid-19, especialmente em 2020 e 2021; entre 2022 e 2024; e no ciclo mais recente, de 2025 ao primeiro semestre de 2026.
Antes da pandemia, eram frequentes as publicações que atribuíam propriedades extraordinárias a alimentos, bebidas e receitas caseiras. Um exemplo citado na apresentação prometia limpar os pulmões da nicotina por meio do consumo de brócolis, laranja e suco de cenoura, entre outros alimentos.
Na ocasião, a Lupa ouviu o então coordenador da Comissão Científica de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Luiz Fernando Pereira, que afirmou não haver evidências científicas robustas para sustentar as alegações apresentadas naquele conteúdo.
Com a pandemia, a Covid-19 passou a dominar as verificações. Segundo os dados apresentados, 61% de todas as verificações de saúde consideradas no levantamento estavam relacionadas à doença. A circulação de informações falsas envolveu supostas curas, tratamentos sem comprovação e alegações enganosas sobre vacinas.
Entre 2022 e 2024, ganhou espaço outra narrativa: a de que pessoas vacinadas precisariam passar por processos de desintoxicação para eliminar supostas substâncias tóxicas dos imunizantes. Publicações chegaram a atribuir sintomas como cansaço, fraqueza e perda de memória a uma alegada síndrome pós-spike, além de recomendar o consumo de coentro para supostamente eliminar essas substâncias.
A médica infectologista Renata Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, foi citada pela Lupa como uma das especialistas consultadas sobre o assunto. Na verificação apresentada, ela afirmou desconhecer a síndrome mencionada no conteúdo. A pesquisa também ouviu a professora Ana Paula Hermann, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que contestou a ideia de tratar vacinas como venenos dos quais o organismo precisaria ser desintoxicado.
No período mais recente, as alegações sobre alimentos, bebidas e nutrição ganharam destaque, acompanhadas de conteúdos que utilizam crises sanitárias e preocupações cotidianas para promover produtos. O padrão identificado é claro: quando um tema perde força, outro ocupa seu lugar, mas as técnicas de manipulação permanecem.
Falsos médicos e inteligência artificial dão aparência de credibilidade
Uma das estratégias mais preocupantes identificadas no levantamento é a utilização indevida da imagem e da voz de profissionais conhecidos para promover produtos que eles não recomendam.
A apresentação citou um vídeo manipulado por inteligência artificial que utilizava a imagem do médico Drauzio Varella para anunciar um suplemento supostamente capaz de reverter problemas de visão, incluindo miopia, glaucoma, catarata e até cegueira.
O material foi construído a partir de um vídeo original no qual o médico falava sobre diabetes. A Lupa identificou o conteúdo de origem por meio de uma busca reversa nas redes sociais e constatou que a gravação havia sido alterada para associar a imagem do profissional a uma propaganda enganosa.
A apuração também consultou o bulário eletrônico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e não encontrou informações sobre o suplemento anunciado. Segundo a orientação da agência relatada na apresentação, a publicidade de suplementos alimentares não pode atribuir a esses produtos propriedades de tratamento, prevenção ou cura de doenças.
O próprio Drauzio Varella já relatou episódios em que pessoas o questionaram sobre a suposta venda de vitaminas e outros produtos. Durante a discussão do relatório, o médico Gustavo Mereles, vice-presidente médico de relações institucionais da Afya, ressaltou que o uso indevido de imagens de profissionais da saúde se tornou uma ferramenta de disseminação de informações falsas com finalidade comercial.
O problema vai além da falsificação de vídeos. Há conteúdos que recorrem a pessoas apresentadas como médicos sem que sua identidade ou qualificação possa ser confirmada, além de páginas que imitam portais jornalísticos para conferir aparência de legitimidade a anúncios.
Em alguns casos, o leitor é levado a acreditar que está diante de uma reportagem produzida por um veículo conhecido, quando, na realidade, o conteúdo foi elaborado para promover determinado produto. Logotipos, depoimentos atribuídos a especialistas e histórias emocionais são utilizados para reduzir a desconfiança e estimular a compra.
O resultado é uma combinação de desinformação, publicidade enganosa e possível falsidade ideológica, cuja gravidade depende das circunstâncias de cada caso.
Diabetes vira alvo de golpes com supostos vermes e bactérias
Entre os assuntos que despertaram preocupação dos pesquisadores está o diabetes, doença crônica que exige acompanhamento e tratamento adequados.
Segundo os dados apresentados, sete dos 18 conteúdos comerciais analisados pela Lupa exploravam especificamente a doença. O conjunto examinado incluía anúncios e publicações que tentavam conduzir o público à compra de produtos ou à contratação de serviços pagos.
Em um dos exemplos, um vídeo apresentava a história de um suposto médico que explicava a existência de um inexistente “verme diabético”. Ao final, o conteúdo oferecia um produto que seria capaz de eliminar o suposto organismo. Outros materiais utilizavam expressões como “bactéria diabética” para dar aparência científica a alegações sem fundamento.
A estratégia parte de um problema real e oferece uma explicação falsa, seguida de uma solução comercial. Em vez de esclarecer a origem da doença e as opções de tratamento disponíveis, o conteúdo cria uma ameaça fictícia e apresenta o produto anunciado como resposta.
A preocupação aumenta quando essas publicações sugerem abandonar medicamentos, dispensar a insulina ou evitar procedimentos médicos. A apresentação do relatório mencionou cinco casos comerciais que recomendavam substituir tratamentos ou procedimentos comprovados por alternativas promovidas nos anúncios.
Essas práticas podem produzir consequências financeiras e clínicas. Além de gastar dinheiro com produtos sem eficácia demonstrada para a finalidade anunciada, o paciente pode atrasar o diagnóstico, interromper o tratamento ou agravar uma condição que exige acompanhamento contínuo.
Mereles destacou que o diabetes, a hipertensão e a obesidade estão entre as condições crônicas de grande relevância para a saúde pública. Como essas doenças exigem cuidados prolongados, a expectativa de encontrar uma solução rápida, simples e barata pode tornar os pacientes mais vulneráveis a promessas enganosas.
O médico reforçou que existem diferentes opções terapêuticas para o diabetes, incluindo insulina, medicamentos orais e mudanças no estilo de vida. A escolha depende das características de cada paciente e deve ser orientada por profissionais de saúde.
A regra é direta: nenhum anúncio nas redes sociais deve servir de motivo para suspender um medicamento ou substituir um tratamento prescrito sem orientação médica.
WhatsApp concentra a circulação de conteúdos falsos
O WhatsApp aparece como o principal canal de circulação dos conteúdos analisados. De acordo com a apresentação, as mensagens frequentemente chegam por meio de familiares, amigos e grupos de convivência, o que contribui para que sejam recebidas com menos desconfiança.
Ao contrário de uma propaganda identificada como comercial, uma mensagem encaminhada por alguém conhecido pode parecer uma recomendação confiável. O remetente nem sempre sabe que o material é falso e pode compartilhá-lo acreditando estar ajudando outras pessoas.
Facebook, Instagram e sites também aparecem entre os ambientes identificados no levantamento.
Outro dado relevante diz respeito ao formato das publicações. Entre 498 verificações consideradas nessa análise, 74,5% reuniam texto e vídeo. A combinação permite que uma mensagem curta desperte a atenção do usuário enquanto imagens, depoimentos e supostas explicações médicas reforçam a impressão de credibilidade.
Erros de português, links suspeitos, identidade visual inconsistente e promessas exageradas podem servir como sinais de alerta. No entanto, a ausência de erros não comprova que uma informação seja verdadeira, assim como um vídeo bem produzido não garante a autenticidade de quem aparece nele.
A inteligência artificial amplia esse desafio ao permitir a produção de imagens, vozes e vídeos que imitam pessoas reais. Por isso, verificar a origem do conteúdo e buscar confirmação em fontes independentes tornou-se parte essencial do consumo responsável de informações sobre saúde.
Medo, autoridade falsa e soluções milagrosas
O relatório identificou dez estratégias de desinformação. Entre as principais destacadas na apresentação estão a falsa autoridade médica ou científica, a linguagem alarmista, a distorção de estudos e dados e a oferta de soluções simples para problemas complexos.
Uma publicação sobre supostos absorventes contaminados, por exemplo, alegava que os produtos estariam provocando mortes e reduzindo a fertilidade feminina. A Lupa classificou a alegação analisada como falsa.
O conteúdo recorria a expressões de urgência para provocar medo e estimular o compartilhamento antes que o leitor tivesse tempo de verificar a informação.
Segundo os números apresentados, 33,86% das alegações examinadas no ciclo mais recente utilizavam estratégias de medo e alarmismo. As publicações associavam produtos e tratamentos a consequências graves, como câncer, infertilidade ou morte, criando uma sensação de perigo imediato.
A lógica é explorar a reação emocional. Quando uma mensagem sugere que existe uma ameaça escondida e que apenas determinado produto pode evitá-la, o consumidor pode agir por impulso, sem avaliar a qualidade das evidências.
A falsa autoridade científica cumpre uma função semelhante. A imagem de um médico, uma referência a uma universidade ou a reprodução de um estudo podem ser utilizadas fora de contexto para dar legitimidade a uma alegação. Em outros casos, o conteúdo inventa uma explicação com termos técnicos que parecem científicos, mas não correspondem a evidências reconhecidas.
O relatório mostra que a aparência de ciência pode ser utilizada para vender produtos, mesmo quando a alegação central não tem sustentação.
Desinformação transforma sofrimento em oportunidade de lucro
Um dos pontos mais graves do levantamento é a identificação de uma estrutura comercial por trás de parte dos conteúdos falsos.
O mecanismo começa com a identificação de uma preocupação do público, como diabetes, obesidade ou perda de visão. Em seguida, a publicação utiliza uma história emocional, uma suposta autoridade médica ou um alerta alarmista para conquistar a confiança do leitor. Por fim, oferece uma solução: um suplemento, um tratamento alternativo, um serviço pago ou o acesso a um grupo de mensagens.
Em muitos casos, o objetivo é levar o usuário a uma página de venda ou a uma conversa privada, onde a oferta pode ser apresentada de maneira mais direta.
A apresentação citou reportagens anteriores da Lupa sobre o uso de perfis falsos, páginas que imitam veículos jornalísticos e anúncios de suplementos nas redes sociais. Também foram mencionados conteúdos que promoviam produtos para emagrecimento e dietas baseadas em alegações nutricionais enganosas.
O levantamento destacou ainda que, em 17 dos 18 conteúdos comerciais examinados, havia a intenção de conduzir o público a uma venda ou a um serviço pago.
Esse recorte precisa ser interpretado dentro de seu universo específico: os 18 conteúdos analisados para identificar exploração comercial não representam a totalidade das 764 verificações de saúde. Ainda assim, os exemplos mostram como a desinformação pode funcionar como ferramenta de marketing e captação de clientes.
A questão exige atenção das plataformas digitais, dos órgãos de fiscalização e das autoridades responsáveis pela proteção do consumidor. Quando anúncios falsos são utilizados para promover produtos de saúde, não basta discutir a circulação de boatos. É necessário investigar a publicidade, a origem dos produtos, a identidade dos anunciantes e os possíveis danos causados aos consumidores.
A atuação da Anvisa é relevante nos casos relacionados a produtos sujeitos à sua regulação, enquanto os conselhos profissionais podem apurar o uso indevido de credenciais médicas e o exercício ilegal da medicina. Dependendo das circunstâncias, outros órgãos de fiscalização e defesa do consumidor também podem ser acionados.
Como denunciar falsos médicos e anúncios suspeitos
Durante o debate, uma pergunta do público abordou o procedimento adequado diante de publicações de pessoas que se apresentam como médicos e divulgam informações falsas.
Mereles orientou que casos envolvendo falsidade profissional ou exercício ilegal da medicina sejam comunicados ao Conselho Regional de Medicina do estado correspondente ou ao Conselho Federal de Medicina, para que sejam avaliados e encaminhados conforme as competências de cada órgão.
A denúncia deve ser acompanhada, sempre que possível, de elementos que permitam identificar o conteúdo: endereço da publicação, nome ou perfil utilizado, capturas de tela, data de divulgação e informações sobre o produto anunciado. É importante preservar os registros sem ampliar desnecessariamente a circulação da mensagem enganosa.
Quando houver suspeita de publicidade irregular de medicamentos ou suplementos, a situação também pode ser comunicada à Anvisa, conforme o tipo de produto e a natureza da irregularidade. Suspeitas de fraude comercial podem ser encaminhadas aos órgãos de defesa do consumidor.
A existência de uma publicação suspeita não comprova, por si só, que determinado profissional ou empresa tenha cometido um crime. Cabe às autoridades competentes examinar os fatos e adotar as medidas cabíveis.
O que fazer antes de acreditar ou compartilhar
A orientação apresentada pela Lupa é que o usuário interrompa o compartilhamento automático e examine a informação antes de repassá-la.
O primeiro passo é identificar quem produziu o conteúdo. O perfil pertence a um profissional cuja identidade pode ser confirmada? O vídeo está disponível em um canal oficial? Existe uma publicação original ou uma fonte independente que confirme a alegação?
Também é necessário observar se a mensagem tenta provocar medo, oferece uma cura rápida ou conduz a uma compra. Promessas de eliminar doenças crônicas com um único alimento, suplemento ou receita caseira merecem especial desconfiança.
Em seguida, o leitor deve procurar informações em instituições de saúde reconhecidas, publicações científicas e órgãos oficiais. Quando a dúvida envolve diagnóstico ou tratamento, a orientação deve ser discutida com o profissional que acompanha o paciente.
A Lupa recomenda ainda que profissionais de saúde perguntem aos pacientes de onde vêm as informações que consomem, antecipem dúvidas recorrentes e esclareçam os riscos de interromper tratamentos por conta própria.
Universidades e instituições de pesquisa também têm papel importante na divulgação de resultados científicos em linguagem acessível, na publicação de esclarecimentos e na formação de profissionais capazes de identificar conteúdos enganosos.
Google e inteligência artificial não substituem o médico
O avanço das ferramentas de busca e dos sistemas de inteligência artificial mudou a relação entre pacientes e profissionais de saúde. Durante o debate, Mereles avaliou que o acesso facilitado à informação pode ter efeitos positivos, desde que seja acompanhado de senso crítico e orientação adequada.
Para ele, um paciente que pesquisa sobre a própria condição e chega à consulta com dúvidas pode participar de maneira mais ativa das decisões sobre sua saúde. O problema aparece quando a pessoa considera uma única fonte como autoridade definitiva ou confunde uma resposta produzida por inteligência artificial com uma conclusão médica validada.
Sistemas de inteligência artificial podem apresentar informações incorretas, desatualizadas ou incompletas. Uma resposta bem redigida não é, por si só, evidência de que seu conteúdo esteja correto.
A relação entre médico e paciente, portanto, não precisa ser uma disputa entre conhecimento profissional e informação obtida na internet. O caminho defendido por Mereles é a decisão compartilhada, com perguntas, esclarecimentos e avaliação das evidências disponíveis.
O paciente tem o direito de buscar informação, questionar e compreender as alternativas de tratamento. Isso não elimina a necessidade de avaliar a qualidade das fontes nem substitui o acompanhamento clínico.
Combate precisa ser permanente — e atingir quem lucra com a mentira
A principal conclusão do levantamento é que a desinformação em saúde não desapareceu após a pandemia. Ela se reorganizou, migrou entre assuntos e incorporou novas ferramentas tecnológicas, mantendo estratégias antigas de manipulação.
A Lupa defende o monitoramento contínuo das narrativas falsas, a produção de respostas nos mesmos canais em que os boatos circulam e medidas para reduzir os incentivos econômicos associados à publicidade enganosa. O relatório também aponta a necessidade de ampliar a educação midiática e preparar profissionais de saúde para orientar pacientes.
A participação das plataformas digitais é decisiva. Se anúncios com promessas de cura são utilizados para atrair consumidores, é necessário avaliar como esses conteúdos são identificados, quais medidas são adotadas diante de denúncias e como os mecanismos de publicidade podem ser explorados para disseminar alegações falsas.
A responsabilização, porém, precisa se basear em evidências e respeitar as competências legais de cada órgão. A existência de desinformação não autoriza acusações genéricas contra empresas ou profissionais, mas exige apuração quando há indícios de fraude, publicidade irregular ou exercício ilegal de profissão.
O alerta mais importante é para o cidadão: uma promessa de cura pode custar dinheiro, atrasar um diagnóstico e colocar uma vida em risco. Antes de comprar um produto, compartilhar um vídeo ou abandonar um tratamento, é necessário verificar a origem da informação e buscar orientação profissional.
Em saúde, a desinformação não é apenas um erro publicado na internet. Quando é usada para explorar a vulnerabilidade de quem precisa de tratamento, pode se transformar em um negócio lucrativo para quem vende e em um prejuízo grave para quem acredita.











