Bahia está entre os 19 estados com crescimento de casos de Covid-19
Ministério da Saúde registra aumento nas notificações da doença nas últimas seis semanas. Fiocruz também identifica sinais de elevação nas internações por complicações provocadas pelo coronavírus.
A Covid-19 voltou a apresentar tendência de crescimento em diferentes partes do Brasil. A Bahia está entre os 19 estados que registraram aumento de casos nas últimas seis semanas, conforme levantamento do Ministério da Saúde. O avanço das notificações também vem acompanhado de sinais de elevação nas hospitalizações por formas graves de doença.
Os dados, referentes ao período até 31 de outubro de 2026, apontam crescimento da circulação do coronavírus nas cinco regiões do país, atingindo pessoas de diferentes faixas etárias.
No Nordeste, além da Bahia, a tendência de alta foi identificada em Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí.
O aumento é distribuído pelas seguintes unidades da Federação:
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Norte: Rondônia e Roraima;
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Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí;
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Centro-Oeste: Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso;
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Sudeste: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo;
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Sul: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Apesar da expansão dos registros, o Ministério da Saúde avalia que os níveis de circulação do vírus são baixos em todos os estados. A incidência de casos graves também permanece em patamares limitados.
Fiocruz acompanha aumento de casos graves
O cenário também é acompanhado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No boletim epidemiológico, a instituição traz sinais de crescimento das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada à Covid-19 em diferentes regiões brasileiras.
Desde janeiro de 2026, foram contabilizadas aproximadamente 118,8 mil notificações de síndrome gripal relacionadas ao coronavírus. O levantamento considera dados atualizados até 4 de novembro.
Outro indicador que chama a atenção é a positividade dos testes realizados em laboratórios privados. Segundo o Ministério da Saúde, o percentual de exames com resultado positivo aumentou durante nove semanas consecutivas, diminuindo maior circulação do vírus entre as pessoas testadas.
Variantes e imunidade influenciam a circulação do vírus
O infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que o comportamento do coronavírus acompanha uma dinâmica observada em outros vírus respiratórios, com períodos alternados de maior e menor transmissão.
O surgimento de novas variantes e a redução da proteção imunológica ao longo do tempo estão entre os fatores que podem contribuir para o aumento das infecções.
Embora os indicadores nacionais ainda não apontem uma situação de alta gravidade, a evolução dos casos exige acompanhamento, principalmente entre idosos, pessoas imunocomprometidas e indivíduos com doenças crônicas.
O crescimento das notificações reforça a importância da vigilância epidemiológica e dos cuidados preventivos. A Covid-19 continua circulando no país e, mesmo após a fase mais crítica da pandemia, permanece como um problema de saúde pública.









