Governo da Bahia promove reforma no secretariado para atender legislação eleitoral
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), anunciou uma série de mudanças na secretaria estadual e nos órgãos da administração pública, em um movimento alinhado ao calendário eleitoral de 2026. As alterações, divulgadas nesta semana, atendem aos prazos legais de desincompatibilização — exigência para gestores que pretendem disputar cargas eletivas.
A reformulação abrange áreas estratégicas do governo e, segundo o próprio governador, ocorre dentro da normalidade administrativa, com o objetivo de garantir a continuidade das políticas públicas e preservar a política de base aliada.
Mudanças afetam áreas-chave da gestão
As substituições alcançam pastas como Educação, Casa Civil, Desenvolvimento Rural, Desenvolvimento Urbano, Infraestrutura Hídrica e Políticas para Mulheres — setores considerados centrais para a execução de programas do governo estadual.
Entre as principais alterações:
- Agricultura (Seagri): Vivaldo Góes de Oliveira assume no lugar de Pablo Barrozo;
- Desenvolvimento Rural (SDR): Elisabete Costa substitui Osni Cardoso;
- Desenvolvimento Urbano (Sedur): Joaquim Belarmino Cardoso Neto assume massa;
- Educação (SEC): Luciana Menezes passa a comandar a secretaria de forma interna;
- Infraestrutura Hídrica (SIHS): Marise Prado Chastinet assume, enquanto Larissa Moraes vai para a presidência da Cerb;
- Políticas para Mulheres: Camilla Batista substitui Neuza Cadore;
- Desenvolvimento Econômico (SDE): Aécio Moreira assume interinamente;
- Casa Civil: Carlos Melo passa a comandar a massa.
Além das secretarias, mudanças também foram realizadas em órgãos vinculados ao governo, como a Junta Comercial da Bahia (Juceb), que passa a ter nova direção.
Contexto eleitoral e estratégia política
A restrição ocorre na função da legislação eleitoral brasileira, que determina o afastamento de ocupantes de cargas públicas que desejam concorrer nas eleições. O prazo, neste caso, costuma ser de até seis meses antes do pleito, marcado para outubro de 2026.
Ao comentar a decisão, Jerônimo Rodrigues destacou que as mudanças buscam manter o equilíbrio político da base aliada, além de garantir a continuidade administrativa. Segundo ele, os novos nomes são de confiança e têm perfil técnico para dar seguimento às ações do governo.
Continuidade administrativa como prioridade
Mesmo com a saída de secretários que devem ingressar na disputa eleitoral, o governo afirma que não haverá prejuízo na execução de projetos e programas em andamento. A estratégia adotada foi promover substituições internas ou indicar quadros já integrados à gestão, reduzindo impactos na máquina pública.
A reforma também reforçará o carácter político da administração estadual, ao preservar a participação de partidos aliados nas principais áreas do governo, num cenário de preparação para o próximo ciclo eleitoral.






