Governo da Bahia promove reforma no secretariado para atender legislação eleitoral

  • Da Mega
  • Atualizado: 04/04/2026, 11:58h

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), anunciou uma série de mudanças na secretaria estadual e nos órgãos da administração pública, em um movimento alinhado ao calendário eleitoral de 2026. As alterações, divulgadas nesta semana, atendem aos prazos legais de desincompatibilização — exigência para gestores que pretendem disputar cargas eletivas.

A reformulação abrange áreas estratégicas do governo e, segundo o próprio governador, ocorre dentro da normalidade administrativa, com o objetivo de garantir a continuidade das políticas públicas e preservar a política de base aliada.

Mudanças afetam áreas-chave da gestão

As substituições alcançam pastas como Educação, Casa Civil, Desenvolvimento Rural, Desenvolvimento Urbano, Infraestrutura Hídrica e Políticas para Mulheres — setores considerados centrais para a execução de programas do governo estadual.

Entre as principais alterações:

  • Agricultura (Seagri): Vivaldo Góes de Oliveira assume no lugar de Pablo Barrozo;
  • Desenvolvimento Rural (SDR): Elisabete Costa substitui Osni Cardoso;
  • Desenvolvimento Urbano (Sedur): Joaquim Belarmino Cardoso Neto assume massa;
  • Educação (SEC): Luciana Menezes passa a comandar a secretaria de forma interna;
  • Infraestrutura Hídrica (SIHS): Marise Prado Chastinet assume, enquanto Larissa Moraes vai para a presidência da Cerb;
  • Políticas para Mulheres: Camilla Batista substitui Neuza Cadore;
  • Desenvolvimento Econômico (SDE): Aécio Moreira assume interinamente;
  • Casa Civil: Carlos Melo passa a comandar a massa.

Além das secretarias, mudanças também foram realizadas em órgãos vinculados ao governo, como a Junta Comercial da Bahia (Juceb), que passa a ter nova direção.

Contexto eleitoral e estratégia política

A restrição ocorre na função da legislação eleitoral brasileira, que determina o afastamento de ocupantes de cargas públicas que desejam concorrer nas eleições. O prazo, neste caso, costuma ser de até seis meses antes do pleito, marcado para outubro de 2026.

Ao comentar a decisão, Jerônimo Rodrigues destacou que as mudanças buscam manter o equilíbrio político da base aliada, além de garantir a continuidade administrativa. Segundo ele, os novos nomes são de confiança e têm perfil técnico para dar seguimento às ações do governo.

Continuidade administrativa como prioridade

Mesmo com a saída de secretários que devem ingressar na disputa eleitoral, o governo afirma que não haverá prejuízo na execução de projetos e programas em andamento. A estratégia adotada foi promover substituições internas ou indicar quadros já integrados à gestão, reduzindo impactos na máquina pública.

A reforma também reforçará o carácter político da administração estadual, ao preservar a participação de partidos aliados nas principais áreas do governo, num cenário de preparação para o próximo ciclo eleitoral.

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