PRF registra aumento de 72% nas fiscalizações, mas mortes dobram nas rodovias federais da Bahia
Operação Dia do Trabalho 2026 contabilizou 15 óbitos e 52 acidentes; BR-324 e BR-116 lideram o número de ocorrências no estado
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apresentou o balanço da Operação Dia do Trabalho 2026, realizada entre 30 de abril e 3 de maio. Apesar de um aumento expressivo no volume de abordagens e testes de alcoolemia, os índices de letalidade nas rodovias federais que cortam a Bahia apresentaram uma alta acentuada em comparação ao ano anterior.
As ações de policiamento foram reforçadas em todo o estado, resultando em um crescimento de 72% no número de pessoas fiscalizadas, saltando de 3.859 em 2025 para 6.657 este ano. O total de veículos abordados também cresceu cerca de 69%, atingindo a marca de 5.594 abordagens.
A fiscalização de motociclistas seguiu a mesma tendência, com 1.235 motos abordadas frente a 728 no ano passado. Além disso, a PRF realizou 4.510 testes de alcoolemia, um aumento de 76%, refletindo o esforço para retirar condutores alcoolizados das vias. No total, foram aplicadas 2.982 autuações por diversas infrações de trânsito.
Mesmo com a ampliação da presença policial, os registros de sinistros foram mais frequentes e severos. Durante o feriado, foram contabilizados 52 acidentes, sendo 24 deles considerados graves. O impacto humano foi significativo: 15 pessoas perderam a vida e 58 ficaram feridas. No mesmo período de 2025, haviam sido registradas 7 mortes, o que demonstra que o número de óbitos mais que dobrou em 2026.
As ocorrências se concentraram principalmente em três eixos rodoviários:
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BR-324: 15 registros;
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BR-116: 10 registros;
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BR-101: 7 registros.
Segundo a PRF, as principais causas para as tragédias incluem a imprudência, a falta de atenção, o desrespeito às normas de trânsito e a ingestão de álcool antes de dirigir.
Paralelamente, a PRF executou a Operação Duas Rodas na região de Ribeira do Pombal, entre 28 de abril e 1º de maio. O foco foi combater condutas de risco específicas de motociclistas, como a condução sem habilitação e a ausência do uso de capacete, buscando reduzir a vulnerabilidade desse grupo nas estradas federais.







