Anvisa suspende venda e uso de xaropes para tosse com a substância clobutinol

Agência alerta para riscos de arritmia cardíaca grave em pacientes; medida atinge marcas conhecidas como Hytos Plus e Silomat

  • Rayane Lima
  • Atualizado: 28/04/2026, 09:11h

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (27), a suspensão imediata da manipulação, distribuição e uso de todos os medicamentos que contenham o clobutinol em sua fórmula. A substância é um componente comum em diversos xaropes antitussígenos comercializados no Brasil para o tratamento de tosses secas e irritativas.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União, baseia-se em estudos que comprovam que o fármaco representa uma ameaça à saúde dos pacientes. Segundo o órgão regulador, os efeitos colaterais identificados superam os benefícios terapêuticos do medicamento.

O principal motivo para o banimento é o risco de arritmias cardíacas graves. O clobutinol pode causar alterações na condução elétrica do coração, aumentando as chances de batimentos irregulares que podem levar a complicações severas em diversos perfis de usuários.

O clobutinol é classificado como um antitussígeno de ação central, ou seja, ele atua diretamente no sistema nervoso central para suprimir o reflexo da tosse. Até então, era amplamente indicado para casos de tosse sem catarro (irritativa), tosses decorrentes de resfriados e em recuperações pós-operatórias.

A suspensão atinge tanto medicamentos de referência quanto genéricos. Entre os xaropes que devem ser retirados de circulação e ter o uso interrompido, destacam-se:

  • Hytos Plus (xarope)

  • Silomat e Silomat Plus

  • Cloridrato de Clobutinol + Succinato de Doxilamina (Medicamentos Genéricos)

  • Pertoxil

  • Biotussin

A Anvisa recomenda que os pacientes que estejam fazendo uso de algum desses xaropes interrompam o tratamento imediatamente, ainda que sem necessidade de alarde, e procurem orientação médica ou farmacêutica para a substituição por outros fármacos que não ofereçam riscos cardíacos.

As farmácias e drogarias de todo o país devem retirar os produtos das prateleiras e seguir os protocolos de devolução aos fabricantes.

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