Governo anuncia investimento de R$ 60 milhões em pesquisas sobre saúde menstrual, dor pélvica e endometriose

  • Júnior Patente
  • Atualizado: 11/06/2026, 08:32h

O Governo Federal anunciou um investimento de R$ 60 milhões para financiar pesquisas científicas e o desenvolvimento de tecnologias voltadas à saúde menstrual, à dor pélvica e à endometriose. A iniciativa é considerada o maior aporte já realizado no país para estudos nessas áreas e busca ampliar o conhecimento científico e fortalecer soluções para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Do montante total, R$ 50 milhões serão destinados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), enquanto R$ 10 milhões serão aportados pelo Instituto Alana para a criação de uma rede nacional estruturante de pesquisa sobre endometriose, dor pélvica e saúde menstrual.

Os recursos serão distribuídos por meio de uma chamada pública do CNPq. Os projetos selecionados deverão contemplar áreas como investigação das causas e prevenção das doenças, desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico, aprimoramento de tratamentos, criação de biorrepositórios e estudos sobre os impactos sociais dessas condições.

Além do financiamento às pesquisas, a parceria prevê a estruturação de uma rede nacional de colaboração científica, com infraestrutura compartilhada para comunicação científica, iniciativas de ciência cidadã, capacitação de pesquisadores e ações de formação voltadas à produção de conhecimento na área da saúde da mulher.

Segundo o Governo Federal, a medida pretende enfrentar o subdiagnóstico da endometriose, doença crônica que afeta aproximadamente uma em cada dez meninas e mulheres e que, em muitos casos, leva anos para ser identificada. O desenvolvimento de novas tecnologias e protocolos poderá contribuir para diagnósticos mais precoces e tratamentos mais eficazes no SUS.

O anúncio foi realizado em Brasília com a participação de representantes do MCTI, do Ministério da Saúde e do Instituto Alana. A expectativa é que o investimento fortaleça a pesquisa nacional e subsidie futuras políticas públicas voltadas à saúde menstrual e ao cuidado integral das mulheres brasileiras.

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