Argentina busca vaga na semifinal diante de um adversário que sempre dificulta sua vida
A Argentina entra em campo neste sábado (11) para enfrentar a Suíça pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, em um confronto que coloca frente a frente o maior artilheiro do torneio e uma das seleções mais organizadas defensivamente do futebol mundial.
Lionel Messi chega embalado por uma campanha extraordinária. Capitão da atual campeã mundial, o camisa 10 divide a liderança da artilharia da Copa com oito gols e segue sendo o principal responsável pela caminhada argentina rumo ao bicampeonato consecutivo. Aos 39 anos, continua decidindo partidas e quebrando recordes, demonstrando que ainda é capaz de conduzir a Albiceleste nos momentos decisivos.
Mas, se a Argentina tem o melhor jogador do torneio, a Suíça apresenta talvez o sistema coletivo mais consistente entre as seleções remanescentes. Os suíços chegaram às quartas de final após eliminarem Argélia e Colômbia — esta última nos pênaltis —, apoiados em uma defesa sólida, disciplina tática e enorme capacidade de competir contra adversários tecnicamente superiores.
Um histórico amplamente favorável aos argentinos
O retrospecto do confronto aponta vantagem da Argentina. Em 13 partidas disputadas entre as seleções ao longo da história, os argentinos venceram oito vezes, houve quatro empates e a Suíça conquistou apenas uma vitória.
Apesar da superioridade argentina, vários desses confrontos foram extremamente equilibrados, principalmente nas últimas décadas.
Dois encontros marcantes em Copas do Mundo
Argentina e Suíça já mediram forças duas vezes em Mundiais.
O primeiro duelo aconteceu na fase de grupos da Copa de 1966, na Inglaterra. A Argentina venceu por 2 a 0 e encaminhou sua classificação para as quartas de final.
O reencontro ocorreu 48 anos depois, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
Foi uma das partidas mais dramáticas daquele Mundial. A Suíça montou um bloqueio defensivo praticamente intransponível e levou o jogo para a prorrogação. Quando tudo indicava uma decisão por pênaltis, Lionel Messi arrancou pelo meio e encontrou Ángel Di María, que marcou aos 118 minutos o gol da vitória por 1 a 0. Ainda houve tempo para Blerim Džemaili acertar a trave nos segundos finais, quase levando a partida para as penalidades.
Messi domina a história recente
Se existe um protagonista nesse confronto, ele atende pelo nome de Lionel Messi.
Além da assistência decisiva para Di María em 2014, o camisa 10 argentino vive sua Copa mais goleadora. Com oito gols em cinco partidas, lidera a corrida pela Chuteira de Ouro e tornou-se o maior artilheiro da história da Argentina em Copas do Mundo, alcançando 21 gols somando suas seis participações no torneio.
Ao seu lado, Julián Álvarez e Lautaro Martínez disputam espaço no ataque, enquanto Rodrigo De Paul, Enzo Fernández e Alexis Mac Allister garantem intensidade ao meio-campo.
A força suíça está no coletivo
A Suíça sabe que parar Messi será apenas parte da missão.
O técnico aposta na experiência de Granit Xhaka, na segurança defensiva de Manuel Akanji, na consistência do goleiro Gregor Kobel e na velocidade de Zeki Amdouni para explorar os contra-ataques.
Os próprios jogadores suíços reconhecem a genialidade de Messi, mas garantem que não entrarão em campo apenas para marcá-lo.
"O importante é controlar toda a Argentina, não apenas Messi", afirmou o volante Denis Zakaria na véspera da partida.
Artilheiros do confronto
Ao longo da história do duelo, diversos grandes nomes deixaram suas marcas.
Pela Argentina, Lionel Messi, Ángel Di María, Gonzalo Higuaín, Gabriel Batistuta e Hernán Crespo estão entre os jogadores que já balançaram as redes diante dos suíços em diferentes épocas.
Pelo lado da Suíça, nomes como Alexander Frei, Xherdan Shaqiri e Breel Embolo figuram entre os principais goleadores da seleção em confrontos internacionais e em Copas do Mundo, embora os suíços tenham encontrado dificuldades ofensivas diante dos argentinos nos encontros do Mundial.
Favoritismo argentino, mas com alerta
A Argentina entra como favorita pelo talento individual, pela experiência e pela presença de Messi em momento iluminado. No entanto, a campanha mostrou que a equipe de Lionel Scaloni precisou sofrer para eliminar Cabo Verde e Egito, revelando momentos de instabilidade defensiva.
A Suíça aposta justamente nisso: organização, paciência e eficiência para transformar poucas oportunidades em gols.
Será o encontro entre a inspiração individual do maior craque da Copa e uma das defesas mais difíceis de ser superada no torneio. Para a Argentina, a missão é manter vivo o sonho do bicampeonato mundial. Para a Suíça, a oportunidade de alcançar, pela primeira vez em 72 anos, uma semifinal de Copa do Mundo.



