Casos de herpes-zóster crescem entre jovens e preocupam especialistas
Conhecido popularmente como cobreiro, o herpes-zóster sempre foi associado ao envelhecimento. No entanto, os médicos têm observado um número crescente de casos em adultos jovens, o que reforça a importância de considerar os fatores que podem favorecer a reativação do vírus varicela-zóster, responsável também pela catapora.
Após uma infecção por catapora, o vírus permanece em estado de latência nos gânglios nervosos e pode permanecer inativo por décadas. Quando há redução da capacidade do sistema imunológico de mantê-lo sob controle, ele pode voltar à atividade, provocando dor intensa e lesões características na pele.
Embora pessoas com mais de 50 anos continuem sendo o principal grupo de risco, especialistas alertam que o problema também pode atingir adultos mais jovens. Entre os fatores associados à reativação estão doenças crônicas, condições que comprometem a imunidade, uso de medicamentos imunossupressores e situações prolongadas de estresse, privação de sono, desgaste físico e emocional.
Um dos desafios para o diagnóstico é que os primeiros sintomas costumam surgir antes das lesões clínicas. Dor localizada em apenas um lado do corpo, sensação de queimação, formigamento, hipersensibilidade ou pequenos choques podem aparecer de dois a cinco dias antes das bolhas avermelhadas seguirem o trajeto de um nervo. Por isso, muitos pacientes confundem os sinais iniciais com problemas musculares ou ortopédicos.
O início rápido do tratamento faz diferença sem prognóstico. Medicamentos antivirais apresentam melhores resultados quando administrados nas primeiras 72 horas após o aparecimento das lesões, reduzindo a duração da doença e prejudicando o risco de complicações, como a neuralgia pós-herpética, caracterizada por dor persistente que pode durar semanas, meses ou até anos.
A vacinação permanece como a principal forma de prevenção. A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda o imunizante para pessoas com 50 anos ou mais e para adultos imunocomprometidos a partir dos 18 anos. Em outras situações, a indicação deve ser avaliada individualmente pelo médico, considerando o histórico clínico e os fatores de risco.
Além da vacinação, manter hábitos saudáveis pode contribuir para aumentar as chances de reativação do vírus. Dormir enfatiza, praticar atividade física, adotar uma alimentação balanceada, controlar doenças crônicas e buscar estratégias para diminuir o estresse ajudando a preservar o funcionamento do sistema imunológico, embora não eliminem completamente o risco de desenvolver a doença.



