Casos de herpes-zóster crescem entre jovens e preocupam especialistas

  • Júnior Patente
  • Atualizado: 15/07/2026, 01:35h

Conhecido popularmente como cobreiro, o herpes-zóster sempre foi associado ao envelhecimento. No entanto, os médicos têm observado um número crescente de casos em adultos jovens, o que reforça a importância de considerar os fatores que podem favorecer a reativação do vírus varicela-zóster, responsável também pela catapora.

Após uma infecção por catapora, o vírus permanece em estado de latência nos gânglios nervosos e pode permanecer inativo por décadas. Quando há redução da capacidade do sistema imunológico de mantê-lo sob controle, ele pode voltar à atividade, provocando dor intensa e lesões características na pele.

Embora pessoas com mais de 50 anos continuem sendo o principal grupo de risco, especialistas alertam que o problema também pode atingir adultos mais jovens. Entre os fatores associados à reativação estão doenças crônicas, condições que comprometem a imunidade, uso de medicamentos imunossupressores e situações prolongadas de estresse, privação de sono, desgaste físico e emocional.

Um dos desafios para o diagnóstico é que os primeiros sintomas costumam surgir antes das lesões clínicas. Dor localizada em apenas um lado do corpo, sensação de queimação, formigamento, hipersensibilidade ou pequenos choques podem aparecer de dois a cinco dias antes das bolhas avermelhadas seguirem o trajeto de um nervo. Por isso, muitos pacientes confundem os sinais iniciais com problemas musculares ou ortopédicos.

O início rápido do tratamento faz diferença sem prognóstico. Medicamentos antivirais apresentam melhores resultados quando administrados nas primeiras 72 horas após o aparecimento das lesões, reduzindo a duração da doença e prejudicando o risco de complicações, como a neuralgia pós-herpética, caracterizada por dor persistente que pode durar semanas, meses ou até anos.

A vacinação permanece como a principal forma de prevenção. A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda o imunizante para pessoas com 50 anos ou mais e para adultos imunocomprometidos a partir dos 18 anos. Em outras situações, a indicação deve ser avaliada individualmente pelo médico, considerando o histórico clínico e os fatores de risco.

Além da vacinação, manter hábitos saudáveis ​​pode contribuir para aumentar as chances de reativação do vírus. Dormir enfatiza, praticar atividade física, adotar uma alimentação balanceada, controlar doenças crônicas e buscar estratégias para diminuir o estresse ajudando a preservar o funcionamento do sistema imunológico, embora não eliminem completamente o risco de desenvolver a doença.

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