Copa do Mundo Feminina de 2027 deve injetar quase R$ 9 bilhões na economia brasileira

  • Júnior Patente
  • Atualizado: 23/07/2026, 08:58h

A realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027, que será disputada no Brasil, tem potencial para movimentar aproximadamente R$ 8,8 bilhões na economia nacional. A estimativa faz parte de um estudo elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a pedido da Embratur, para medir os impactos econômicos da preparação e da realização do torneio.

De acordo com o levantamento, o evento deverá acrescentar R$ 3,8 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, além de gerar cerca de 73,7 mil empregos diretos e indiretos. O estudo também projeta R$ 4,5 bilhões em rendimentos, entre salários e lucros, e uma arrecadação de aproximadamente R$ 928 milhões em tributos para os governos federal, estaduais e municipais.

A pesquisa indica que o impacto econômico será impulsionado por dois fatores principais. O primeiro é o fluxo de torcedores e turistas durante a competição. A expectativa é de que cerca de 2 milhões de pessoas acompanhem o Mundial ao longo do mês de disputas, gerando uma movimentação de R$ 4,7 bilhões. Esse volume de recursos deverá sustentar aproximadamente 45,7 mil postos de trabalho, produzir R$ 2,4 bilhões em renda e resultar em R$ 516 milhões em arrecadação de impostos.

O segundo eixo considera os investimentos necessários para organizar a Copa. Embora parte dos recursos seja destinada a pagamentos internacionais, cerca de R$ 2,3 bilhões devem permanecer na economia brasileira, financiando áreas como logística, segurança, saúde e transmissão dos jogos. Esses investimentos têm potencial para manter aproximadamente 28 mil empregos.

Segundo a Embratur, o impacto esperado da Copa Feminina supera, sozinho, o valor movimentado pelos dez maiores eventos esportivos realizados no Brasil em 2025, que somaram R$ 4,56 bilhões. A expectativa é que o torneio fortaleça não apenas a economia, mas também a imagem internacional do país como destino para grandes eventos esportivos e turísticos.

O estudo destaca ainda a relevância do público feminino para o turismo internacional brasileiro. Atualmente, as mulheres representam cerca de 48,6% dos visitantes estrangeiros que chegam ao país, permanecendo, em média, 11 dias no destino e registrando gasto médio superior a US$ 1,3 mil por viagem. Esse perfil reforça a expectativa de crescimento dos setores de hospedagem, alimentação, comércio, transporte e atividades culturais durante a competição.

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