Vitória da Conquista fica fora da lista das cidades mais violentas do país, aponta Anuário da Segurança Pública

Município mantém indicadores abaixo das médias estadual e regional e reforça tendência de redução da violência, segundo levantamento

Foto: Secom PMVC
  • Ane Xavier
  • Atualizado: 24/07/2026, 09:54h

Vitória da Conquista não aparece entre as cidades mais violentas do Brasil na 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O resultado contrasta com o cenário da Bahia, que concentra cinco municípios entre os dez com maiores taxas de Mortes Violentas Intencionais (MVI) do país.

No ranking nacional, os municípios baianos que figuram entre os dez primeiros são Eunápolis (2º), Porto Seguro (4º), Simões Filho (5º), Jequié (6º) e Juazeiro (10º).

Segundo a Prefeitura de Vitória da Conquista, o desempenho reforça os dados apresentados pelo Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O levantamento apontou que o município registrou, em 2024, a menor taxa de homicídios entre as cidades baianas com mais de 100 mil habitantes e ficou entre os 15 grandes municípios menos violentos do Nordeste.

Ainda de acordo com o estudo, Vitória da Conquista apresentou taxa estimada de 26,9 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto a média da Bahia foi de 42,6.

Outro indicador citado pela administração municipal é o Índice de Progresso Social (IPS) 2026, que atribuiu à cidade o melhor desempenho em segurança pessoal entre os grandes municípios baianos, considerando fatores como homicídios, violência e segurança no trânsito.

O secretário municipal de Segurança Pública, Cristóvão Lemos, afirmou que os dados mais recentes indicam uma tendência de melhora nos índices de violência.

Segundo ele, o município registrou 34 homicídios em 2025 para uma população próxima de 400 mil habitantes, o que representa uma taxa inferior a nove mortes por 100 mil habitantes, abaixo das médias registradas para o Nordeste e para o Brasil.

De acordo com a Prefeitura, os resultados refletem a política de fortalecimento da chamada Segurança Pública Básica, implantada a partir de 2021. Entre as ações apontadas estão a estruturação da Guarda Municipal, atualmente integrada ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e composta por cerca de 200 agentes, além de investimentos em prevenção, infraestrutura urbana e proteção social.

A gestão municipal também destaca iniciativas como a revitalização de espaços públicos, a modernização da iluminação em diversos bairros, reformas em mais de 100 escolas municipais e programas voltados à proteção de grupos vulneráveis, como a Guardiã Maria da Penha e a Patrulha Araceli. Segundo a administração, essas ações contribuem para a melhoria dos indicadores de segurança e da qualidade de vida da população.

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