Baixa umidade coloca Vitória da Conquista em alerta e exige cuidados com a saúde
Vitória da Conquista está sob alerta amarelo para baixa umidade do ar nesta segunda-feira (14). O aviso do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) permanece válido das 9h às 22h e prevê umidade relativa do ar entre 30% e 20%.
O alerta é classificado pelo instituto como de “perigo potencial”. Apesar de o risco ser considerado baixo, tanto para a saúde quanto para a ocorrência de incêndios florestais, a população deve ficar atenta, principalmente nos períodos mais secos do dia.
A umidade relativa do ar indica a quantidade de vapor d’água presente na atmosfera. Quando os índices caem, o organismo passa a enfrentar condições mais favoráveis ao ressecamento das mucosas e à perda de líquidos. Em Vitória da Conquista, o quadro pode ser mais perceptível durante as horas de maior aquecimento, quando a umidade costuma atingir os menores níveis.
O tempo seco pode provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de tosse e desconforto respiratório. Para quem já tem alguma doença respiratória, como asma, rinite, sinusite, bronquite ou DPOC, a baixa umidade pode contribuir para o agravamento dos sintomas.
Especialistas do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM) também alertam para a relação entre períodos de baixa umidade e o aumento de problemas respiratórios. O ar mais seco pode favorecer sintomas de doenças como rinite, sinusite, faringite e bronquite e dificultar ainda mais a respiração de pessoas que já apresentam doenças pulmonares crônicas.
Outro problema é a desidratação. Segundo orientações do Ministério da Saúde, períodos de calor e baixa umidade podem aumentar a perda de líquidos pelo organismo. Tontura, fraqueza, dor de cabeça e falta de ar estão entre os sinais que merecem atenção.
Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias precisam de atenção
Os efeitos do tempo seco não atingem todas as pessoas da mesma maneira.
Crianças e idosos estão entre os grupos que exigem maior cuidado. Pessoas com doenças respiratórias, como asma, bronquite e DPOC, também devem observar qualquer alteração nos sintomas habituais.
A atenção deve ser redobrada entre trabalhadores que permanecem muitas horas ao ar livre. A combinação de atividade física, exposição ao sol, calor e baixa umidade aumenta o desgaste do organismo e favorece a perda de líquidos.
Também estão entre os grupos que podem apresentar maior vulnerabilidade em períodos de calor intenso pessoas com doenças cardíacas ou renais, diabéticos e gestantes.
Água e redução da exposição ao sol ajudam a evitar problemas
A principal medida de prevenção é manter uma boa hidratação ao longo do dia. A recomendação é beber água regularmente, sem esperar que a sede apareça.
Também é importante diminuir atividades físicas intensas nos horários em que a umidade estiver mais baixa e evitar exposição prolongada ao sol durante os períodos mais quentes.
Dentro de casa, ambientes limpos e ventilados ajudam a reduzir o desconforto. Também é recomendável evitar fumaça de cigarro, poeira e outros agentes que possam irritar as vias respiratórias.
O uso de soro fisiológico pode ajudar a aliviar o ressecamento das vias nasais. Para a pele, hidratantes podem reduzir o desconforto causado pelo ar seco.
Quem optar por utilizar umidificadores deve ter cuidado com o excesso de umidade. Ambientes excessivamente úmidos podem favorecer a formação de mofo, que também pode prejudicar pessoas com problemas respiratórios.
O que fazer se os sintomas aparecerem?
Ressecamento do nariz e da garganta, irritação nos olhos, tosse seca e um certo desconforto respiratório podem aparecer durante períodos de baixa umidade.
Ao perceber esses sintomas, a orientação inicial é reduzir o esforço físico, procurar um ambiente mais fresco e reforçar a hidratação.
Pessoas que possuem alguma doença respiratória devem observar se houve mudança ou piora dos sintomas. Se a falta de ar, tosse, tontura, fraqueza ou dor de cabeça persistirem ou se intensificarem, é importante procurar atendimento médico.
Já sinais mais graves, como dificuldade intensa para respirar, confusão mental, desmaio, convulsões ou perda de consciência, exigem atendimento de urgência.
Tempo seco também aumenta risco de incêndios
A baixa umidade também merece atenção fora da área da saúde. Quanto mais seca estiver a vegetação, maior pode ser a facilidade de propagação das chamas, especialmente quando o tempo seco vem acompanhado de calor e vento.
Por isso, a recomendação é não realizar queimadas e evitar qualquer ação que possa iniciar um incêndio em áreas de vegetação seca. Pontas de cigarro também não devem ser descartadas em locais com mato seco.
Em caso de incêndio ou outra situação de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
O alerta desta segunda-feira chama atenção para uma característica importante do clima de Vitória da Conquista: períodos de temperaturas mais amenas não impedem a ocorrência de episódios de ar muito seco. Nesses momentos, a combinação entre baixa umidade, radiação solar e atividades ao ar livre pode aumentar o desgaste do organismo.
Por isso, durante as horas mais secas do dia, a melhor estratégia é simples: hidratação, redução da exposição ao sol e atenção aos sinais do corpo.






