Parceria em Conquista pode aproximar estudantes de Veterinária do cuidado com animais silvestres
Proposta de cooperação com a Uninassau prevê estágios com uso de laboratórios e atividades de pesquisa; acordo ainda está em fase de elaboração
Estudantes de Medicina Veterinária poderão ganhar um novo espaço de formação prática em Vitória da Conquista. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e a Faculdade Uninassau discutem a criação de um termo de cooperação para permitir a realização de estágios no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). A proposta ainda não foi formalizada. As instituições estão definindo as atividades e condições que deverão integrar o acordo, que também poderá permitir o uso da estrutura e dos laboratórios da faculdade em demandas relacionadas às atividades da Semma.
Uma das possibilidades discutidas é receber no Cetas estudantes dos semestres mais avançados de Medicina Veterinária. No local, os universitários poderão acompanhar atividades de atendimento, manejo e acompanhamento de animais silvestres, ampliando o contato com espécies que normalmente ocupam menor espaço na formação voltada aos animais domésticos e de produção. n“A ideia é possibilitar uma conexão da faculdade com o serviço público e com o estágio, proporcionando experiência aos alunos. Nós temos alguns espaços, como o Cetas, que podem ser objetos de estágio”, explicou o secretário municipal de Meio Ambiente, Diêgo Gomes.
A cooperação deverá funcionar nos dois sentidos. Enquanto o Cetas poderá oferecer experiência prática aos estudantes, a Semma poderá utilizar equipamentos, infraestrutura e laboratórios da instituição de ensino, inclusive para realização de exames relacionados às atividades desenvolvidas pela Secretaria. Segundo o coordenador do curso de Medicina Veterinária da Uninassau, Milton Rezende, a aproximação também pretende preparar os estudantes para o atendimento de animais silvestres e pets não convencionais.
“O mercado de pets não convencionais tem crescido muito e os alunos precisam estar prontos para, quando se tornarem profissionais, possuírem uma expertise maior nessa área”, afirmou. A proposta poderá envolver ainda grupos de estudos e a Liga Acadêmica de Medicina Veterinária, com atividades relacionadas aos animais atendidos pela Semma.
Outro ponto discutido é a destinação acadêmica de animais mortos provenientes das atividades da Secretaria, seguindo os procedimentos necessários. O material poderá ser utilizado para estudos, pesquisas e atividades de taxidermia, técnica de preservar a pele, a forma e o tamanho de animais mortos para exibição ou estudo. A possibilidade também abriu uma discussão sobre uma futura articulação para a reativação do Museu de Ciências Naturais. “Podemos fazer a taxidermia e, junto com a Prefeitura, pensar em reativar o Museu de Ciências Naturais, que também é um dos nossos objetivos”, declarou Milton Rezende.
As tratativas devem continuar nas próximas semanas. Somente após a definição das responsabilidades e condições de participação deverá ocorrer a formalização do termo de cooperação entre as instituições.






