PF deflagra 10ª fase da Operação Overclean e cumpre mandados na Bahia

  • Júnior Patente
  • Atualizado: 17/09/2026, 09:34h

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (17) a 10ª fase da Operação Overclean, investigação que apura suspeitas de fraudes em licitações e contratos públicos relacionados à Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte. A nova etapa mobiliza agentes em seis estados, incluindo a Bahia.

Ao todo, são cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Segundo as informações divulgadas até o momento, os contratos sob investigação ultrapassam R$ 80 milhões e foram firmados entre 2024 e 2025.

A investigação concentra-se em possíveis irregularidades na contratação de serviços e no fornecimento de materiais didáticos para a rede municipal de ensino de Belo Horizonte. A Polícia Federal apura a possibilidade de direcionamento de negociações e outras práticas que possam ter comprometido a regularidade dos processos de contratação.

Na Bahia, um dos alvos da operação é o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”. Mandados foram cumpridos em Salvador, segundo informações divulgadas nesta manhã. Moura já aparece entre os investigados em etapas anteriores da Operação Overclean.

A nova fase também alcança pessoas que já haviam aparecido no curso das investigações. Entre os alvos mencionados estão empresários ligados aos setores de construção e limpeza urbana e o ex-secretário municipal de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral.

A Operação Overclean foi iniciada em dezembro de 2024 e, desde então, passou a investigar suspeitas envolvendo contratos públicos, emendas parlamentares, fraudes em licitações, corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As diferentes fases da operação levaram a medidas judiciais em municípios da Bahia e em outros estados.

Em janeiro de 2026, durante a nona fase, a Polícia Federal realizou buscas relacionadas a uma investigação sobre supostos desvios de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Na ocasião, as ordens foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal.

A atual etapa, porém, tem como foco específico contratos da área de educação de Belo Horizonte. De acordo com a PF, os fatos investigados podem configurar crimes relacionados a fraudes em licitações, corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações continuam em andamento.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou todas as cidades baianas onde os mandados estão sendo cumpridos. Também não há, até esta publicação, informação oficial sobre prisões decorrentes da operação nesta quinta-feira.

As investigações continuam

A deflagração de uma operação policial e a condição de investigado não significam, por si só, condenação ou comprovação definitiva dos crimes apurados. As responsabilidades individuais deverão ser estabelecidas no decorrer da investigação e, eventualmente, dos processos judiciais.

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