Tarcísio de Freitas é reeleito governador de São Paulo no primeiro turno
Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito governador de São Paulo neste domingo (4), ainda no primeiro turno das eleições de 2026. Com 90,02% das urnas apuradas, o atual governador somava 62,85% dos votos válidos, enquanto Fernando Haddad (PT) aparecia com 36,22%. A votação garantiu matematicamente a permanência de Tarcísio no comando do estado por mais quatro anos.
Até aquele momento da apuração, Tarcísio havia recebido 13.057.319 votos, contra 7.525.403 de Haddad. Vivian Mendes (UP) registrava 0,35%, Vera Lúcia (PSTU), 0,32%, e Carlos Machado (PCB), 0,25%.
A disputa colocou novamente Tarcísio e Haddad frente a frente. Os dois já haviam se enfrentado no segundo turno da eleição de 2022, quando o candidato do Republicanos venceu e assumiu o governo paulista em janeiro de 2023.
A vitória deste domingo encerra a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes sem a necessidade de uma segunda votação. A última vez que São Paulo havia escolhido seu governador no primeiro turno tinha sido em 2014, quando Geraldo Alckmin foi reeleito.
Durante a campanha, Tarcísio chegou à reta final com avaliação positiva de sua administração. Pesquisa Datafolha divulgada antes da votação apontava que 47% dos entrevistados consideravam seu governo ótimo ou bom, enquanto 21% avaliavam a gestão como ruim ou péssima.
Com a reeleição, Tarcísio permanecerá à frente do maior estado brasileiro em população e principal colégio eleitoral do país até 2030. O vice-governador Felicio Ramuth (MDB), que integrou novamente a chapa, também seguirá no cargo.
Engenheiro civil formado pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), Tarcísio de Freitas também foi ministro da Infraestrutura durante o governo Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. Antes da entrada na política eleitoral, ocupou funções no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Para o segundo mandato, o governador deverá dar continuidade a projetos de infraestrutura e mobilidade anunciados durante a campanha, entre eles a ligação ferroviária entre São Paulo e Campinas, novas linhas de metrô, o túnel Santos-Guarujá e a implantação de um novo centro administrativo estadual.







