Boulos acusa prefeitos de dificultar acesso às urnas e cobra respeito ao direito de voto
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), acusou os prefeitos aliados do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) de dificultar a movimentação de eleições aos locais de votação neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições de 2026. As declarações foram feitas em uma transmissão ao vivo nas redes sociais.
Boulos criticou relatos de redução da frota de ônibus em diferentes cidades brasileiras e classificou a situação como uma tentativa de restrições ao exercício do direito ao voto. Ele pediu que apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrassem denúncias sobre eventuais irregularidades.
“Eles já sabem que vão perder e estão usando a máquina pública para impedir as pessoas de votar”, afirmou o ministro durante a transmissão.
Entre as cidades citadas estão Salvador, São Paulo e Petrópolis. Na capital baiana, a Justiça Eleitoral determinou o restabelecimento integral da frota de ônibus, diante das dificuldades relacionadas aos passageiros. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) também determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, em meio à crise envolvendo a circulação de coletivos.
A Prefeitura de Salvador atribuiu a retenção de parte dos veículos à colocação de propaganda eleitoral nos ônibus e declarou que o serviço havia sido normalizado.
Boulos informou ainda que a campanha de Lula acionou a Justiça e solicitou a ampliação do horário de votação para evitar prejuízos às eleições que enfrentaram dificuldades de transporte.
O ministro também anunciou a existência de uma central de denúncias organizada pela campanha para receber relatórios e avaliar medidas jurídicas.
Transporte público e direito ao voto
A legislação eleitoral e as determinações da Justiça Eleitoral estabelecem que o poder público deve garantir condições de trânsito para que os cidadãos possam votar. Na Bahia, o transporte coletivo gratuito foi previsto para o segundo turno, incluindo ônibus intermunicipais, metrô, transporte metropolitano, ferry-boat e lanchinhas, conforme as regras de cada serviço.
A discussão sobre a disponibilidade de ônibus ganhou relevância neste domingo, diante de relatos de demora e superlotação em pontos de Salvador. As acusações de que a redução da frota teria sido deliberada precisam ser apuradas pelas autoridades competentes.
O direito ao voto é uma garantia democrática, e eventuais obstáculos à participação eleitoral devem ser comunicados à Justiça Eleitoral e aos órgãos responsáveis pela fiscalização.











