Lula classifica falta de ônibus na Bahia e em São Paulo como “banditismo” e pede extensão do horário de votação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, neste domingo (25), a redução da oferta de ônibus nas cidades da Bahia e de São Paulo durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O candidato à reeleição classificou a situação como “banditismo” e “mau-caratismo” e acusou gestores públicos e empresários de dificultar a transferência dos governos.
"Não vamos permitir que haja roubalheira, banditismo e prefeito bandido. Não vamos aceitar banditismo, mau-caratismo de prefeito, de governador e de empresário", declarou Lula à imprensa.
Diante dos relatórios de dificuldades para chegar aos locais de votação, o presidente reforçou o pedido apresentado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o horário de votação seja prorrogado até as 19h nas cidades afetadas pelos problemas no transporte público.
Lula também fez um apelo aos eleitores para que não desistissem de votar, mesmo diante dos obstáculos enfrentados ao longo do dia.
"Quero fazer um pedido aos eleitores: não desistam de votar. Esperem e votem porque a democracia tem que sair vencedora desse processo eleitoral", afirmou.
Denúncias de falta de transporte
Em Salvador, os participantes relataram longas esperanças nos pontos de ônibus e dificuldades para chegar aos eleitores eleitorais. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram coletivos parados em garagens, provocando questionamentos sobre o cumprimento das determinações para a operação integral da frota durante o pleito.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou o restabelecimento imediato de toda a frota de ônibus da capital, com frequência equivalente a dos dias úteis e gratuidade para os passageiros. A decisão prevê multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento.
A Justiça Eleitoral também expediu ordem de prisão contra Pablo Souza, secretário municipal de Mobilidade de Salvador, em meio à apuração das situações que levaram à prisão dos veículos.
A Prefeitura de Salvador concedeu a interrupção temporária da operação em algumas garagens à colocação de adesivos de propaganda eleitoral nos ônibus. A administração municipal afirmou que a circulação seria normalizada após a retirada do material.
Em São Paulo, também houve relatos de redução da oferta de coletivos em determinadas regiões, entre eles o Itaim Paulista, na zona leste, além de áreas centrais da cidade. A Justiça Eleitoral determinou que a prefeitura mantivesse 100% da frota em operação durante a votação.
Direito ao voto em discussão
A falta de transporte público durante as eleições expressou preocupações sobre o acesso dos cidadãos às urnas, especialmente entre as pessoas que precisam dos ônibus para se deslocar.
O PT acionou a Justiça Eleitoral para pedir providências diante dos problemas registrados em diferentes municípios. A solicitação de extensão do horário de busca compensa, segundo a campanha, as dificuldades enfrentadas pelos deputados.
As denúncias ainda dependem de apuração quanto às responsabilidades e às situações das falhas no serviço. A garantia de condições adequadas de deslocamento é fundamental para que a população possa exercer o direito ao voto.
Com informações do UOL Notícias











