Polícia prende mais dois suspeitos de invadir aldeia indígena no sudoeste da Bahia

  • Júnior Patente
  • Atualizado: 04/11/2026, 09:25h

A Polícia Civil da Bahia prendeu, na tarde de terça-feira (3), mais duas pessoas investigadas por envolvimento em invasões na Aldeia Ribeirão do Pardo, situada na zona rural de Ribeirão do Largo, no sudoeste baiano. Um homem de 39 anos e uma mulher de 45 foram localizados no centro de Itambé, onde tiveram mandados de prisão preventiva cumpridos.

As investigações apuraram dois episódios distintos, registrados em 27 de maio e 21 de setembro de 2026. Os casos envolvem suspeitas de violência contra membros da comunidade indígena, além de possíveis crimes relacionados ao tráfico de drogas e ao uso de armas de fogo.

De acordo com a Polícia Civil, o inquérito sobre a ocorrência de maio investiga possíveis crimes de lesão corporal, ameaça, disparos de arma de fogo, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Já a investigação referente ao episódio de setembro apura suspeitas de invasão armada a domicílio, cárcere privado, lesão corporal, ameaças e disparos de arma de fogo.

Durante o cumprimento dos mandatos no Itambé, os policiais apreenderam dois aparelhos celulares e o veículo utilizado pelos investigados. Os materiais foram encaminhados à unidade policial, inclusive com os suspeitos, para os procedimentos legais.

Outras prisões e continuidade das investigações

As duas prisões se somam a outras realizadas em 29 de outubro, quando dois suspeitos de participação nas invasões também foram detidos. Com isso, quatro pessoas já foram presas no âmbito das investigações.

A operação mais recente foi conduzida pela Delegacia Territorial de Itambé, vinculada à 21ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (21ª Coorpin/Itapetinga), com apoio da Guarda Civil Municipal.

Os dois novos investigados permanecem custodiados à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as diligências continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer todas as investigações dos ataques à comunidade indígena.

O caso chama a atenção para a necessidade de proteção dos territórios e das comunidades indígenas, especialmente diante de denúncias de invasões acompanhadas de violência, ameaças e intimidação. A apuração policial deverá esclarecer as responsabilidades individuais e as explicações dos episódios.

Fonte: Polícia Civil da Bahia / Secretaria de Segurança Pública.

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