Rendimento médio das famílias brasileiras bate recorde e atinge R$ 2.264 por pessoa em 2025

Dado faz parte da Pnad, divulgada nesta sexta-feira (8) pelo IBGE

Foto: José Cruz/Agência Brasil
  • Agência Brasil
  • Atualizado: 08/05/2026, 01:53h

O rendimento médio mensal das famílias brasileiras alcançou R$ 2.264 por pessoa em 2025, o maior valor registrado desde o início da série histórica da Pnad em 2012. Segundo o IBGE, o montante representa um crescimento real de 6,9% em relação ao ano anterior, consolidando o quarto ano consecutivo de alta.

O avanço foi impulsionado principalmente pelo mercado de trabalho, que responde por 75,1% do orçamento das famílias. Fatores como os baixos índices de desemprego e os reajustes do salário-mínimo foram fundamentais para esse desempenho.

Apesar do recorde nacional, o levantamento expõe diferenças profundas entre as regiões:

  • Maiores rendimentos: O Distrito Federal lidera o ranking com R$ 4.401, seguido por São Paulo (R$ 2.862) e Rio Grande do Sul (R$ 2.772).

  • Menores rendimentos: As últimas posições são ocupadas pelo Maranhão (R$ 1.231), Acre (R$ 1.372) e Ceará (R$ 1.379).

  • Dependência de auxílios: No Nordeste, a fatia do rendimento vinda de programas sociais chega a 8,8%, a maior do país, enquanto a média nacional é de 3,5%.

Pela primeira vez, a parcela da população com algum tipo de rendimento atingiu 67,2% (143 milhões de pessoas). O envelhecimento populacional também refletiu nos dados: 13,8% dos brasileiros agora recebem aposentadoria ou pensão, o maior patamar já registrado.

Mesmo com a melhora nos índices gerais, a concentração de renda permanece elevada: o rendimento dos 10% mais ricos foi 13,8 vezes superior ao dos 40% mais pobres em 2025. Além disso, cerca de 18 milhões de domicílios ainda dependem de algum benefício social governamental para compor o orçamento.

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