Cultura do vinho cresce em Vitória da Conquista e atrai novos consumidores
O consumo de vinho tem crescido de forma significativa em Vitória da Conquista e acompanhado uma mudança no comportamento dos consumidores, que passaram a buscar não apenas a bebida, mas também conhecimento, experiências e harmonizações. O tema foi destaque em entrevista concedida pela sommelier Lorena Rabelo ao programa Bom Dia Mega, da Mega Rádio.
Durante a conversa, Lorena falou sobre sua trajetória no universo dos vinhos, explicou diferenças entre estilos e regiões produtoras e destacou como a bebida deixou de ser associada apenas ao frio ou a ocasiões sofisticadas.
“Vinho é uma bebida para o ano inteiro. Do dia 1º de janeiro até 31 de dezembro”, afirmou a especialista, ao comentar que espumantes, rosés e vinhos brancos têm sido cada vez mais consumidos também em períodos de calor.
Segundo ela, o crescimento do mercado está diretamente ligado à curiosidade do público em entender mais sobre aromas, sabores e harmonizações. “Hoje as pessoas não querem apenas beber vinho. Elas querem aprender. O vinho tem história, cultura e trabalha muito nossos sentidos”, explicou.
Cultura do vinho cresce no interior da Bahia
Lorena destacou que o cenário atual é bastante diferente do observado há alguns anos em Vitória da Conquista. Ela lembra que o vinho era menos presente em bares, restaurantes e eventos sociais, enquanto atualmente já é comum encontrar consumidores apreciando a bebida em diferentes ambientes.
A sommelier acredita que o avanço da cultura do vinho também está ligado à popularização de workshops, degustações e experiências guiadas.
“Hoje existe mais curiosidade sobre o conteúdo do vinho, sobre harmonização, tipos de uva e regiões produtoras”, disse.
Experiência em Portugal
Durante a entrevista, Lorena também compartilhou experiências vividas em Portugal, país reconhecido mundialmente pela tradição vitivinícola.
Ela destacou regiões como Alentejo, Douro e Vinhos Verdes, além da forte presença do vinho no cotidiano europeu.
“Na Europa o vinho é tratado como alimento. Em muitos lugares ele faz parte até das cestas básicas”, comentou.
Segundo Lorena, em hotéis portugueses é comum encontrar vinhos disponíveis até mesmo no café da manhã, especialmente espumantes e vinhos tintos leves.
Outro destaque da conversa foi o tradicional vinho do Porto, classificado por ela como um vinho fortificado, mais licoroso e bastante associado ao período junino e às sobremesas.
Harmonização exige técnica
A harmonização entre vinho e comida também foi um dos assuntos abordados. Lorena explicou que determinadas combinações podem alterar completamente a experiência gustativa.
Ela citou, por exemplo, a dificuldade de harmonizar vinhos tintos muito encorpados com comida japonesa.
“Os taninos do vinho tinto, junto da acidez dos peixes e molhos, podem provocar um sabor metálico na boca”, explicou.
Para esses casos, a recomendação costuma ser optar por vinhos mais leves, como Pinot Noir, Gamay ou Barbera.
Vinhos brasileiros ganham reconhecimento
Além dos vinhos europeus, Lorena ressaltou a qualidade crescente da produção brasileira, especialmente na Serra Gaúcha.
Ela destacou o trabalho artesanal de pequenas vinícolas familiares e afirmou que muitos rótulos nacionais já alcançam elevado padrão de qualidade.
“Você sente cuidado, delicadeza e tradição nos vinhos brasileiros”, afirmou.
Cursos e experiências em Conquista
Lorena também anunciou novos projetos voltados à cultura do vinho em Vitória da Conquista, incluindo cursos e degustações guiadas para pequenos grupos.
Os encontros devem reunir até dez participantes e terão foco em vinhos portugueses, harmonizações e experiências sensoriais.
A especialista mantém conteúdos sobre vinhos, dicas e curadorias no perfil do Instagram do Wine’s Delivery, onde também divulga eventos e experiências voltadas ao público apreciador da bebida.







