Vitória da Conquista ocupa a sétima posição entre os maiores produtores de leite da Bahia
Dados do IBGE indicam produção diária de 50 mil litros
O município de Vitória da Conquista ocupa a sétima posição no ranking dos maiores produtores de leite do estado da Bahia, registrando uma produção aproximada de 50 mil litros por dia, conforme dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para atuar no setor, a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural (SMDR), executa o programa de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), direcionado ao melhoramento genético do rebanho bovino da agricultura familiar na região do Sudoeste baiano.
A iniciativa governamental realiza o manejo reprodutivo de 300 a 500 matrizes bovinas por ano. Segundo informações da pasta de Desenvolvimento Rural, os procedimentos técnicos operados nas propriedades rurais têm o propósito de elevar os índices de produtividade por animal e aprimorar o padrão genético do rebanho leiteiro local. O programa completou cerca de 450 inseminações artificiais em sete meses de execução.
De acordo com o médico-veterinário João Gabriel Machado, as ações de seleção genética reduzem o tempo para o início do período reprodutivo dos animais. O profissional informou que a idade média para o começo da reprodução do rebanho decresceu de até cinco anos para o patamar de dois anos, gerando retorno financeiro aos trabalhadores do campo pelo ganho de eficiência do rebanho.
O produtor rural Paulo Campos, proprietário da Fazenda Poço Comprido, localizada no distrito de Bate-Pé, relatou que as atividades do projeto geraram redução nos custos operacionais da propriedade e permitiram o acesso a recursos tecnológicos no ambiente rural. Toda a assistência técnica prestada e os insumos utilizados na aplicação da metodologia do IATF são fornecidos sem custos para os produtores cadastrados, sendo a totalidade dos valores financeiros custeada pelo orçamento da administração municipal.
O coordenador de Agropecuária do município, Arlindo Rebouças, detalhou as projeções para a continuidade do atendimento às comunidades agrícolas: “Em setembro, quando as vacas inseminadas começarem a parir e o produtor ver o resultado daqueles que acreditaram no projeto, muitos vão querer aderir”. Os próximos passos do programa preveem o monitoramento clínico das fêmeas gestantes pelas equipes veterinárias do município e o registro do nascimento dos primeiros bezerros gerados pelo projeto a partir do próximo semestre.









