Alívio no bolso: queda nos preços dos alimentos faz prévia da inflação desacelerar para 0,06% em julho
A prévia da inflação oficial do Brasil registrou alta de apenas 0,06% em julho, o menor resultado mensal de 2026 e abaixo das expectativas do mercado financeiro. O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela forte queda nos preços dos alimentos, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o resultado, o IPCA-15, indicador que antecipa o comportamento da inflação oficial do país, acumula alta de 3,51% no ano e 4,52% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,80% registrados até junho. Apesar da desaceleração, o índice ainda permanece ligeiramente acima do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central.
O principal fator para a desaceleração foi o grupo Alimentação e Bebidas, que apresentou retração de 0,66% em julho. A redução dos preços dos alimentos gerou o maior impacto negativo sobre o índice geral, compensando aumentos registrados em outros segmentos da economia.
Mesmo com o alívio proporcionado pela alimentação, o grupo Habitação voltou a pressionar a inflação do mês, influenciado por despesas como energia elétrica e outros custos domésticos.
O resultado ficou bem abaixo das projeções do mercado, que esperava uma alta entre 0,20% e 0,22% para julho. A surpresa reforça a percepção de desaceleração da inflação nas últimas semanas e ocorre às vésperas da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que definirá o novo patamar da taxa básica de juros (Selic).
O IPCA-15 mede a variação de preços para famílias com renda entre um e 40 salários mínimos e serve como uma prévia do IPCA, índice oficial da inflação brasileira. O resultado definitivo referente ao mês de julho será divulgado pelo IBGE em agosto.



