Quase metade dos brasileiros depende de crédito para manter o padrão de vida, aponta pesquisa

  • Júnior Patente
  • Atualizado: 31/07/2026, 10:27h

O crédito deixou de ser apenas uma alternativa para momentos de emergência e passou a fazer parte do orçamento de milhões de brasileiros. Uma pesquisa da Serasa revela que 48% da população afirmam que não conseguiriam manter o padrão de vida atual sem recorrer a empréstimos, financiamentos ou outras modalidades de crédito. O levantamento também mostra que 57% dos entrevistados utilizam crédito com frequência.

Os dados indicam que o acesso ao crédito é visto como um recurso essencial para equilibrar as finanças diante do aumento do custo de vida. Em muitos casos, ele é utilizado para complementar a renda, pagar despesas do dia a dia, quitar contas ou lidar com gastos inesperados.

Apesar dessa importância, a pesquisa evidencia um cenário de preocupação. Mais da metade dos entrevistados, 55%, afirmou já ter se arrependido de contratar algum tipo de crédito. Entre os principais motivos estão o comprometimento excessivo da renda, dificuldades para quitar as parcelas e o peso dos juros ao longo do tempo.

O levantamento também aponta que muitos consumidores ainda enfrentam obstáculos para escolher a modalidade mais adequada às suas necessidades. Falta de informação sobre custos, comparação insuficiente entre as opções disponíveis e desconhecimento das condições dos contratos contribuem para decisões que acabam pressionando ainda mais o orçamento familiar.

Especialistas destacam que o crédito pode ser um instrumento importante de planejamento financeiro, desde que seja utilizado de forma consciente. Antes de contratar um empréstimo ou parcelamento, a recomendação é avaliar se as prestações cabem no orçamento, comparar taxas de juros e considerar alternativas que tenham menor custo financeiro.

O estudo reforça que, embora o crédito seja indispensável para uma parcela significativa da população, seu uso sem planejamento pode aumentar o risco de endividamento e comprometer a estabilidade financeira das famílias brasileiras.

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