Novembro Negro mobiliza ministérios e reforça ações de combate ao racismo no Brasil
Campanha nacional de 2026 reúne diferentes órgãos públicos, promove políticas de igualdade racial e destaca a contribuição da população negra para a formação do país.
O Governo Federal iniciou a campanha Novembro Negro 2026, uma mobilização nacional que busca fortalecer as políticas de promoção da igualdade racial e ampliar as ações de enfrentamento ao racismo. Com o tema “Brasil pela Igualdade Racial: O Legado para o Futuro”, a iniciativa reúne ministérios e instituições públicas em uma agenda de atividades voltadas à valorização da história, da cultura e das lutas da população negra.
Coordenada pelo Ministério da Igualdade Racial, a campanha pretende ampliar a articulação entre os órgãos federais e fortalecer a implementação de políticas públicas nos estados e municípios.
Durante o lançamento, a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, ressaltou que a democracia brasileira depende da superação das desigualdades raciais. Ela lembrou que a população negra representa aproximadamente 56% dos brasileiros e defendeu medidas que assegurem direitos, diversidade e participação social.
A proposta também busca dar visibilidade às contribuições da população negra para o desenvolvimento sociocultural e econômico do Brasil, reconhecendo a importância de suas trajetórias e reivindicações na construção da sociedade.
Saúde pública e enfrentamento ao racismo
A programação inclui iniciativas voltadas à construção de uma atenção à saúde mais inclusiva e livre de discriminação. Uma das medidas é o fortalecimento de práticas de acolhimento antirracista na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), considerando os impactos do racismo sobre a saúde mental da população negra.
Também foi apresentado o Projeto VER-SUS, desenvolvido em parceria entre a Rede Unida, os ministérios da Saúde e da Igualdade Racial e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância de incorporar políticas antirracistas ao Sistema Único de Saúde (SUS), defendendo que a universalidade do atendimento também exige o combate às desigualdades raciais.
Mapa reúne atividades em diferentes regiões
Para facilitar o acesso às informações, o governo disponibilizou o Mapa do Brasil pela Igualdade Racial. A plataforma colaborativa reúne eventos, projetos e políticas públicas realizados em diferentes territórios, permitindo que a população acompanhe as atividades da campanha.
A programação contempla iniciativas como a Conferência Global de Afroturismo, ações destinadas às comunidades quilombolas, o Festival Juventude Negra Viva e a 100ª Reunião do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR).
Também estão previstas atividades relacionadas ao segundo Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir).
Mobilização envolve diversos ministérios
Além do Ministério da Igualdade Racial, participam da campanha as pastas da Cultura, Saúde, Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Mulheres, Pesca e Aquicultura e Esporte. A Fundação Cultural Palmares e representantes da Advocacia-Geral da União também integram a articulação.
O Novembro Negro foi institucionalizado como política de Estado em 2023, com a retomada do Ministério da Igualdade Racial. Desde então, a campanha passou a concentrar ações afirmativas de diferentes áreas do governo, incluindo debates, feiras afro, exposições e manifestações culturais.
A mobilização coloca em evidência uma questão que ultrapassa o calendário comemorativo: o enfrentamento ao racismo exige continuidade, participação social e políticas públicas capazes de reduzir desigualdades históricas. O reconhecimento da contribuição da população negra precisa estar acompanhado de medidas concretas para ampliar direitos, oportunidades e representatividade em todos os espaços da sociedade.
Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República









