Câmara de Vitória da Conquista abre apuração sobre suspeita de “rachadinha” envolvendo vereador

  • Júnior Patente
  • Atualizado: 28/04/2026, 10:27h

A Câmara Municipal de Vitória da Conquista instaurou um procedimento interno para apurar denúncia de possível quebra de decoro parlamentar atribuída ao vereador Gilvan Nunes Pereira, conhecido como Dinho dos Campinhos (Republicanos).

A decisão foi comunicada oficialmente pela Mesa Diretora nesta terça-feira (28), após o recebimento de uma denúncia formal acompanhada de elementos considerados probatórios. Segundo a Casa Legislativa, o caso foi imediatamente encaminhado à Corregedoria, por meio de ofício, para condução das investigações em conjunto com a Comissão de Ética Parlamentar.

Em nota, a Câmara afirmou que a adoção das medidas demonstra compromisso institucional com a legalidade e com o funcionamento regular do Legislativo. O documento também destaca que o processo seguirá os trâmites legais, com garantia de ampla defesa e contraditório ao parlamentar investigado.

Paralelamente à apuração interna, o vereador já é alvo de uma investigação relacionada à suspeita de “rachadinha” — prática considerada ilegal, caracterizada pela devolução de parte dos salários de assessores ao agente público.

De acordo com a denúncia encaminhada ao Ministério Público da Bahia, um ex-assessor afirma que realizava transferências mensais ao parlamentar, supostamente por meio de Pix. A acusação indica ainda que haveria registros bancários, mensagens e áudios que sustentariam a versão apresentada.

O caso também teria sido levado à Polícia Federal, ampliando o alcance das apurações.

A defesa do vereador nega irregularidades. Em manifestação pública, o advogado do parlamentar sustenta que não há comprovação das acusações e classifica a situação como tentativa de extorsão por parte do denunciante.

Segundo a defesa, qualquer apuração deve ocorrer dentro dos parâmetros legais, reafirmando o compromisso do vereador com a transparência.

Com a abertura do procedimento na Câmara, o caso passa a tramitar em duas frentes: uma na esfera judicial, sob responsabilidade do Ministério Público, e outra no âmbito político-administrativo, dentro do Legislativo municipal.

Dependendo das conclusões, o parlamentar pode ser alvo de sanções que variam desde advertência até a perda do mandato.

A Mesa Diretora informou que manterá transparência ao longo do processo, enquanto cresce a pressão pública por esclarecimentos diante da gravidade das denúncias.

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