Vitória da Conquista sofre revés após expulsão polêmica, mas convoca cidade para reagir na luta pelo acesso
O ECPP Vitória da Conquista iniciou uma partida com personalidade, organização tática e intensidade, deixando claro, desde os primeiros minutos, que entraria em campo disposto a competir em alto nível. A equipe comandada por André Borges conseguiu construir uma oportunidade clara logo no início, mas pecou na finalização.
O jogo, no entanto, ganhou contornos decisivos aos 36 minutos do primeiro tempo. Em um lance controverso, o goleiro Netto Rocha foi expulso quando o placar ainda estava zerado. A decisão da arbitragem gerou questionamentos e acabou alterando de forma significativa a dinâmica da partida.
Com um jogador a menos, o tempo precisou se reorganizar às pressas. O meio Robinho foi sacrificado para a entrada do jovem goleiro Guilherme Viana, revelado nas categorias de base — uma mudança necessária diante das situações, mas que impactou o equilíbrio da equipe.
Mesmo diante da adversidade, o Vitória da Conquista demonstrou entrega e competitividade até o apito final. Ainda assim, a superioridade numérica do adversário foi determinante, resultando na derrota por 3 a 0.
Mais do que o resultado, o momento exige leitura crítica e mobilização. O projeto segue em andamento, mas precisa do apoio efetivo da cidade. A presença da torcida, a cobrança consciente e o engajamento fora de campo são fatores que podem fazer a diferença em uma competição longa e desgastante.
O Bode segue vivo na luta pelo acesso — e esse objetivo não será alcançado apenas dentro das quatro linhas. É uma construção coletiva, que passa, necessariamente, pela participação ativa de Vitória da Conquista.







