Vereador Dinho dos Campinhos deve renunciar ao cargo na Mesa Diretora após denúncias de ’’rachadinha’’

Saída do parlamentar deve ser oficializada nesta quarta-feira (13); Nelson de Vivi é cotado para assumir a segunda secretaria da Câmara de Vitória da Conquista

Foto: Ascom Câmara Municipal
  • Ane Xavier
  • Atualizado: 11/05/2026, 10:44h

O cenário político na Câmara Municipal de Vitória da Conquista deve passar por mudanças nesta semana. O vereador Gilvan Nunes Pereira (Republicanos), o Dinho dos Campinhos, deve formalizar sua renúncia ao cargo de segundo secretário da Mesa Diretora na sessão da próxima quarta-feira (13). De acordo com informações de bastidores, a vaga aberta deverá ser ocupada pelo vereador Nelson de Vivi (PSDB).

A decisão de deixar o cargo administrativo ocorre em meio à repercussão de denúncias de um suposto esquema de "rachadinha" em seu gabinete. O caso foi revelado em abril por uma reportagem da TV Sudoeste, apresentando provas que incluem extratos bancários e mensagens de texto.

A investigação aponta que um assessor parlamentar seria obrigado a devolver parte significativa de seus vencimentos ao vereador via Pix. Entre as provas anexadas ao processo, destacam-se:

  • Movimentações atípicas: Um dos comprovantes registra a transferência de R$ 3.042 do assessor para o parlamentar.

  • Retenção quase integral: Em outro episódio, após receber salário e terço de férias somando R$ 3.631,42, o servidor teria transferido R$ 3.538 para o vereador, restando apenas R$ 93,42 em sua conta.

  • Mensagens comprometedoras: A reportagem exibiu mensagens atribuídas ao vereador orientando o assessor a apagar os comprovantes das transferências: "Depois tu apaga aqueles Pix de transferência que tu fez pra mim um por um, viu? Pode apagar tudo".

A estimativa é de que o esquema tenha movimentado entre R$ 45 mil e R$ 60 mil, valores que seriam supostamente utilizados para pagamentos de apoiadores políticos.

Além das transferências, dados da Justiça Eleitoral mostram uma mudança no patrimônio declarado pelo parlamentar: em 2020, ele informou não possuir bens; na eleição seguinte, declarou um patrimônio de R$ 220 mil.

O material da denúncia já foi encaminhado ao Ministério Público Estadual e à Corregedoria da Câmara de Vereadores. Caso as irregularidades sejam confirmadas, as punições previstas variam de advertência e suspensão até a perda do mandato.

Em nota, a defesa de Dinho dos Campinhos nega veementemente as acusações de "rachadinha", alegando que o caso trata-se de uma tentativa de extorsão praticada pelo próprio assessor. O advogado do vereador afirmou que ele mantém "total lisura e compromisso com a ética" e que irá colaborar integralmente com as investigações para provar sua inocência.

*Com informações do Blog do Sena

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