Vereador Dinho dos Campinhos tem até esta sexta-feira (19) para apresentar defesa em processo na Câmara

Comissão de Ética apura denúncia de suposta prática de rachadinha; caso também é acompanhado pelo Ministério Público da Bahia

  • Ane Xavier
  • Atualizado: 18/06/2026, 02:54h

O vereador Dinho dos Campinhos (Republicanos) tem até esta sexta-feira (19) para apresentar sua defesa no processo instaurado pela Câmara Municipal de Vitória da Conquista para apurar denúncias de suposta prática de “rachadinha” envolvendo um ex-assessor de seu gabinete.

Após o recebimento da manifestação da defesa, caberá aos vereadores analisar o caso e definir os próximos encaminhamentos. Como o Legislativo municipal entrará em recesso após o período junino, a expectativa é de que eventual deliberação ocorra somente após a retomada das atividades parlamentares.

A apuração está sendo conduzida pela Comissão de Ética da Câmara, composta pelos vereadores Luís Carlos Dudé, Edjaime Rosa e Gabriela Garrido. Entre as possíveis penalidades previstas no processo está a recomendação de cassação do mandato parlamentar.

A denúncia foi apresentada por um ex-assessor do vereador, que afirma ter realizado transferências via PIX referentes à devolução de parte do salário recebido no gabinete. Segundo o denunciante, os valores teriam sido repassados ao parlamentar e utilizados para custear despesas relacionadas a apoiadores políticos.

Ainda de acordo com a denúncia, mensagens atribuídas ao vereador indicariam orientação para a exclusão dos comprovantes das transferências bancárias. Os documentos e alegações integram o material analisado pela comissão.

A defesa de Dinho dos Campinhos nega as acusações e sustenta que o caso se trata de uma tentativa de extorsão contra o parlamentar.

Caso sejam comprovadas irregularidades ao final das investigações, o vereador poderá ser submetido às sanções previstas na legislação e no regimento interno da Câmara, que podem incluir perda do mandato, suspensão de direitos políticos, ressarcimento ao erário e outras penalidades cabíveis.

Além da apuração administrativa conduzida pela Câmara Municipal, o caso também é acompanhado pelo Ministério Público da Bahia, que poderá adotar providências no âmbito de sua competência.

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