Vitória da Conquista inicia campanha de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes

Foto: Secom PMVC
  • Júnior Patente
  • Atualizado: 19/05/2026, 08:35h

Vitória da Conquista iniciou a campanha municipal de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, mobilização ligada ao 18 de Maio, data nacional de combate ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil. A programação reúne ações educativas, atividades comunitárias e mobilizações em diferentes regiões do município ao longo do mês.

Neste ano, a campanha adota o tema “Proteja, observe e denuncie! A violência sexual pode estar em casa, nas ruas e nas redes sociais”, com foco na conscientização da população sobre sinais de violência, fortalecimento da prevenção e divulgação dos canais de denúncia. As atividades envolvem profissionais das áreas de assistência social, saúde, educação, segurança pública e sistema de justiça, além de organizações da sociedade civil.

Entre as ações previstas estão rodas de conversa, atividades socioeducativas, apresentações culturais e mobilizações territoriais em bairros e comunidades rurais. Uma das estratégias utilizadas será o chamado “Mapa Falado”, metodologia participativa que busca identificar, junto à população, locais considerados seguros ou inseguros para crianças e adolescentes.

O dia 18 de maio foi instituído nacionalmente pela Lei Federal nº 9.970/2000 e faz referência ao caso Araceli, menina de oito anos assassinada em 1973, em um crime que se tornou símbolo da luta contra a violência sexual infantil no Brasil.

Dados nacionais apontam que a maior parte dos casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes ocorre dentro do ambiente familiar ou em círculos de convivência próximos às vítimas. Especialistas também alertam para a subnotificação, fator que dificulta a dimensão real do problema. Em Vitória da Conquista, campanhas semelhantes têm reforçado a importância da denúncia e do acompanhamento das vítimas pela rede de proteção social.

O município possui estruturas voltadas ao atendimento especializado de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, entre elas o Complexo de Escuta Protegida, criado para evitar a revitimização durante processos de investigação e depoimentos judiciais.

Casos suspeitos de abuso ou exploração sexual podem ser denunciados pelo Disque 100, Conselhos Tutelares, Polícia Civil ou demais órgãos da rede de proteção à infância e adolescência.

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